Experiência de Leitor: Motivos para ler e apreciar os livros obrigatórios do vestibular e Enem!

Experiência de Leitor: Motivos para ler e apreciar os livros obrigatórios do vestibular e Enem!

Experiência de Leitor: Motivos para ler e apreciar os livros obrigatórios do vestibular e Enem!

A coluna Experiência de Leitor embarca no grande dilema dos estudantes: como ler e até gostar dos livros obrigatórios do ano letivo e vestibular/ Enem. Você está passando por essa fase? Então não deixe de conferir as dicas para tirar o melhor proveito e quem sabe, se tornar fã de alguns livros!
‘Resolvemos escrever essa matéria para inspirar as pessoas que vão precisar prestar vestibular esse ano ou que tem livro obrigatório na escola. O intuito é dar alguns motivos para vocês criarem coragem e finalmente começarem a ler aquele livro que tanto a escola, quanto o vestibular/ Enem exigem ou os nossos  queridos clássicos da literatura. Algumas pessoas não gostam de ler os livros que as escolas indicam ou que o vestibular exige por considerá-los (talvez) “chatos”. Mas será que são  de fato“chatos”?
Ou será que isso é só uma ideia ou rótulo que colocamos (até eu colocava) por sermos obrigados a ler aquilo que não queremos, para conseguirmos uma nota boa em uma prova ou uma boa classificação no vestibular?
Por isso e vários outros motivos que eu poderia citar, tomamos inspiração e resumimos alguns motivos para vocês  se inspirarem e ler os livros mais pedidos no vestibular.

I – “Não li e não gostei”?

Vamos começar pelo mais básico de tudo: O que te faz gostar de um livro específico?
A capa?
A sinopse?
Quantidade de páginas?
Gênero?
Autor?
Essas perguntas são muito necessárias para se determinar o seu gosto por determinado livro e começar a discernir o que te agrada e o que não te agrada e por quê. Segundo o vlog, ele diz que “avaliar os motivos do seu não pode ser um bom caminho para construir um talvez”. Se você não gostou de um livro, questione-se!
O que não te agradou?
A proposta?
O autor?
A sinopse?
A dica aqui é bem simples. Sair do padrão de pegar o livro e revirar as páginas e  dar uma boa pesquisada sobre do que se trata, as críticas, as resenhas (resenha em vídeo também vale!)
O personagem principal não agrada? Procure um que você se identifique mesmo que seja paralelo.

 

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II – Zona de Desenvolvimento Proximal

A zona de desenvolvimento proximal é muito comparável com a zona de conforto. Ou seja, para vocês buscar novos níveis de aprendizagem você precisa e deve sair dessa zona de conforto. A resistência para ler um livro ás vezes se deve ao simples fato do medo do desconhecido, de uma história que não estamos tão habituados a ler. Quando você decide sair da zona de conforto e ir para o desconhecido, novas conexões cerebrais serão construídas. Mesmo que continue detestando o autor, terá crescido um pouco mais o potencial de aprender do seu cérebro.

III – Como argumenta seu inimigo?

Posso considerar esse motivo o principal. Afinal, como se argumenta de algo que não se tem o conhecimento?  “Conhecer a estratégia do outro também faz parte do entendimento da sua própria estratégia.” Funciona exatamente assim, se você não quer ler um livro por que ele está fora da sua zona de conforto, você pode acabar deixando de entender outras formas de ver as coisas e que pode até v ir a ser útil para você em algumas situações. Por exemplo, se você não está acostumado a ler romances de época, ler um pode ser útil para você entender a narrativa e, quando alguém te perguntar o motivo de não gostar desse tipo de livro terá uma boa justificativa e elementos para fazer uma crítica. Então, ao invés de simplesmente dizer “não gosto dos livros desse gênero” você poderá dizer “não gosto desse tipo de livro por tais motivos, acho esses pontos negativos e a minha crítica é essa.”

 

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IV – Resiliência

Na vida vamos ter sim que passar por situações onde a leitura pode não parecer tão agradável assim. Teses de doutorado, manuais técnicos e até escritos filosóficos. “Ler um livro que você não gosta pode te ajudar a enfrentar essa quase inevitável tarefa de convencer-se a dar conta de um texto que você realmente precisa ler, independente do seu gosto pessoal por ele”. O significado de resiliência é estar pronto para, depois de cair, levantar, dar a volta por cima. Ler pode ser também considerado um tipo de exercício, que ás vezes pode ser cansativo e não tão prazeroso, mas que quando persiste pode garantir um bom resultado no final.

 

V – A jornada do leitor

Ser leitor faz você se tornar uma pessoa literariamente mais cheia de experiências. O seu modo de encarar o mundo e os próximos livros estará para sempre influenciado por cada uma das experiências de leitura pelas quais você passou. Construir-se como bom leitor implica em passar por dificuldades, se arriscar iguais aos personagens. Quando você lê um livro que “não gosta”, entra em uma aventura diferente do habitual,
conhecendo novos universos, novos meios de escrita e narrativa, estilos de personagens diferentes, uma história talvez em uma época diferente com costumes diferentes, e muitas outras coisas para se descobrir. Mesmo que seja só para ter a certeza de que certo tipo de livro não te agrada ou que um autor não te agrada. Eu já li um livro que “não gostava” e acabei gostando!
Caso tenham curiosidade ou não, vou contar mesmo assim. O livro se chama Germinal, da Emile Zola que narra sobre a revolução social. Tive que ler na escola para uma prova final e acabei gostando e muito do livro! Ás vezes a persistência em algo desconhecido acaba se tornando algo bom no final.
Saiba mais sobre o livro “Germinal”: Aqui.

Esperamos que tenham gostado dos motivos e que eles inspirem vocês quando eu falar dos livros que caem no vestibular desse ano!’
Por Cherry Stephany

 

PLUS !

É claro que se pudesse, o leitor escolheria o livro de acordo com a sua vontade ou afinidade, mas como isso ainda está longe de acontecer, embora algumas escolas já adotem literatura contemporânea como forma de aprendizado paralelamente à lista obrigatória exigida pelo MEC,  esperamos que todas as dicas sejam proveitosas, e que a leitura obrigatória que era a princípio é um martírio iminente, se torne uma grata surpresa e lhe traga um novo olhar, quebrando paradigmas!

Lista – Os mais pedidos nos últimos vestibulares

Separamos alguns livros da lista dos mais pedidos, segundo a Fuvest. Confira:

Viagens na Minha Terra – Almeida Garrett. A obra do escritor português coloca questões de caráter político em uma narrativa romântica, o que aumenta o apelo popular.

Til – José de Alencar. Um dos principais nome do romantismo brasileiro, José de Alencar coloca certo teor crítico na obra, apresenta problemas morais e sociais.

Memórias de um Sargento de Milícias – Manuel Antônio de Almeida. O autor teve um carreira curta, morreu com apenas 31 anos. É lembrado pelo romance que foge das características tradicionais do romantismo.

Memórias Póstumas de Brás Cubas – Machado de Assis. O narrador é também protagonista e conta sua própria história depois de morto. O livro é um dos mais importantes do realismo.

O Cortiço – Aluísio Azevedo. Importante livro do naturalismo, O Cortiço apresenta o comportamento humano de forma realista, descrevendo as reações dos personagens como animalescas. Os aspectos sórdidos da vida humana são expostos.

-A Cidade e as Serras – Eça de Queiróz. Na obra do autor português, a vida no campo e a vida na cidade são comparadas, apresentando as vantagens e desvantagens.

-Vidas Secas – Graciliano Ramos. O romance de Graciliano mostra a vida de uma família de retirantes que sofre com a seca e com a exploração.

-Capitães da Areia – Jorge Amado. Uma das obras mais importantes do autor, Capitães de Areia coloca em foco a questão dos menores de rua, vista da perspectiva social.

-Sentimento do Mundo – Carlos Drummond de Andrade. A obra reúne poemas do modernista Drummond, que utiliza linguagem coloquial e versos livres. O autor não deixa de lado sua terra natal, apesar de estar morando no Rio de Janeiro na época, “Confidência do itabirano” está no livro.

Não podemos deixar de citar: Dom Casmurro, O Alienista (ambos de Machado De Assis), O Mercador de Veneza (Shakespeare), Senhora, Iracema, Lucíola e A Pata da Gazela de José de Alencar, Os Lusíadas de Luis de Camões, O Primo Basílio de Eça de Queiróz, Macunaíma de Mario de Andrade, dentre outros.
No nosso site temos resenhas sobre alguns desses livros, pesquise o título do livro na barra ‘Procurar’ e conheça um pouco mais, são algumas formas de escolher o livro, conhecendo um pouquinho do seu conteúdo e a opinião da equipe do Leitores Depressivos. Não se preocupe, não costumamos publicar spoilers, mas se algum fato for indispensável ou já tiver sido mencionado em sinopse, colocamos sempre o Alerta.
Boa leitura e boa sorte no vestibular e Enem!

Plus e Edição  ~M

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