Conheça a ‘beleza’ da Literatura Marginal em 5 obras!

Conheça a ‘beleza’ da Literatura Marginal em 5 obras!

Conheça a ‘beleza’ da Literatura Marginal em 5 obras!

No dicionário, marginal é aquilo que está às margens de alguma coisa. Certamente, hoje em dia, esse conceito assusta ou até mesmo gera certo distanciamento por conta da pejoratividade da palavra. No entanto, conhecer e apreciar esse gênero textual, é de suma importância para o enriquecimento cultural. Afinal, a periferia também faz parte da sociedade. As obras marginais surgiram no Brasil em 1970, quando moradores de periferias das grandes metrópoles, começaram a escrever e relatar o dia a dia da favela, ganhando espaço no meio literário que, até então, era dominado pela elite brasileira. Em uma sociedade, que não permitia que, outras classes além da elite tivessem voz ativa, os poetas do meio marginal encontraram um modo de propagar a cultura de massa, a fim de exigir reconhecimento e o fim da cultura de hierarquização das raças. Com uma linguagem que rejeita todo academicismo, a coloquialidade, apela para o uso forte de imagens ilustrativas, bem como para a utilização de gírias destoantes da norma culta. Os problemas sociais, a violência urbana, a falta de emprego, o descaso público e muitos outros temas pouco abordados para a sociedade, são os principais assuntos dos livros marginais. Está a fim de conhecer um pouco mais da beleza por trás de toda excludência que esse tipo de literatura possui? Aqui segue uma lista dos meus livros favoritos. Espero que você também se encante e conheça a realidade de pessoas tão iguais a nós.

Conheça um pouco dessas obras:

1 – Quarto de despejo: Diário de uma favelada

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Sinopse:

“O duro cotidiano dos favelados ganha uma dimensão universal no diário de uma catadora de lixo. Com linguagem simples, ela conta o que viveu, sem artifícios ou fantasias. Do Diário da catadora de papel Carolina Maria de Jesus surgiu este autêntico exemplo de literatura- verdade, que relata o cotidiano triste e cruel da vida na favela. Com uma linguagem simples, mas contundente e original, a autora comove o leitor pelo realismo e pela sensibilidade na maneira de contar o que viu, viveu e sentiu durante os anos em que morou na comunidade do Canindé, em São Paulo, com seus três filhos.  Ao ler este relato – verdadeiro best-seller no Brasil e no exterior- você vai acompanhar o duro dia a dia de quem não tem amanhã. E vai perceber que, mesmo tendo sido escrito na década de 1950, este livro jamais perdeu sua atualidade. Quarto de Despejo é um diário. Escrito dia a dia. Caderno e mais caderno cheios pela letra de uma mulher. Recheados do cotidiano autêntico, vivido. A luta pela sobrevivência como ela é, em todos os “quartos de despejo” do mundo, à margem das grandes cidades. Quarto de Despejo é mais que isso. É reportagem, é romance, é história de um grupo humano em certa época do mundo. É a voz do povo, patética, lírica, sentimental, forte e inesquecível. O duro cotidiano dos favelados ganha uma dimensão universal, na linguagem simples do diário de uma catadora de lixo.”

2 – Os Ricos Também Morrem

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Sinopse:

“A linguagem ágil, próxima a do rap, transforma-se em literatura. Os “causos” urbanos do cotidiano rude das cidades compõem em ‘Os Ricos Também Morrem’ um mosaico do Brasil real. Para os fãs da verve ácida, direta e reta desse autor reconhecido em todo o mundo, este livro dá o recado: as injustiças e a desesperança moram ao lado e não do outro lado do Atlântico. Bolonha, Mauro Mauricio, Nêgo Jaime, Júnior, dona Néia e Sebastião são heróis e anti-heróis que Ferréz criou para histórias curtas que apresentou em palestras e saraus realizados nas periferias brasileiras e também em grandes festivais literários no Brasil e no Exterior. Neste livro, o escritor mais emblemático da chamada literatura marginal transforma essas breves histórias em contos. A linguagem ágil, próxima à do rap, transforma-se em literatura. Os “causos” urbanos do cotidiano rude das cidades compõem em Os Ricos Também Morrem um mosaico do Brasil real.”

 

 

3 – O Colecionador de Pedras

 

 

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“No meio de uma terra devastada pela canalhice plantada a tantos anos, alguém quer semear a poesia e certamente colherá incompreensão. Os pensamentos vadios do poeta se disseminam quando vê que subindo a ladeira mora a noite, e na margem do vento numa rua de terra ele lê a poesia dos deuses inferiores. Se outros poetas pedem silêncio, ele pede mais barulho. Se outros escritores pedem paz, ele quer guerra. Sérgio Vaz é poeta, e, como poeta, sabe ser simples. Como simples, sabe tecer o coletivo. Como coletivo, sabe ser nós. E como nós, faz-nos grandes ao seu lado.
‘No meio de uma terra devastada pela canalhice plantada a tantos anos, alguém quer semear a poesia e certamente colherá incompreensão. Os pensamentos vadios do poeta se disseminam quando vê que subindo a ladeira mora a noite, e na margem do vento numa rua de terra ele lê a poesia dos deuses inferiores. Se outros poetas pedem silêncio, ele pede mais barulho.
Se outros escritores pedem paz, ele quer guerra’. Se você, leitor, quer saber mais do que ora comungo, leia este incansável Colecionador de Pedras, você vai se apaixonar. “

4 – Manual Prático do Ódio

 

 

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Sinopse:

“Não havia mano mais considerado na quebrada, mas Lúcio Fé fazia uns 121 pra viver, ou seja: vira e mexe matava alguém por dinheiro’. Ele é um dos protagonistas do ‘Manual Prático do Ódio’, este romance original e vertiginoso – onde todos cultivam razões odiosamente humanas para matar, amar, morrer.Escrito num ritmo veloz, o livro pulsa como a quebrada das vielas da periferia paulista – onde circulam Lúcio Fé, Aninha, Régis, Celso Capeta e Neguinho da Mancha na Mão. Eles planejam a correria certa, o assalto perfeito, aliando-se numa trama sem ponto de retorno ou juízo de valor. A história destes personagens é assumidamente inspirada em vidas reais e também inventada pela alta capacidade de fabulação do autor – um jovem escritor de 27 anos, morador da periferia paulista.”

5– Deus foi Almoçar

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Sinopse:

“Trata-se de um romance que relata a crise entre um casal, Calixto e Carol, que se separam logo após o nascimento de sua filha. Com a separação, Calixto passa a observar o cotidiano das pessoas à sua volta e se depara com inúmeras dificuldades, como a mesmice da vida classe média e as dificuldades de se envolver com outra mulher depois do fim de seu casamento. Calixto é um homem comum, mas como tantos cidadãos ele acorda cedo para fazer parte do labirinto da vida cotidiana. À noite, volta para casa onde encontra sua mulher e sua filhinha, nada mais normal. Mas não é isso que está neste livro. Sem que ele queira, tudo começa a não fazer mais sentido. Calixto parece não saber como reagir, se é que quer fazer isso. Suas tentativas logo se mostram infelizes e sua conformação incomoda, embora ele tenha a sua frente um portal para mudar tudo.”

Boa Leitura!

Por Rafaela Salles

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