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STEPHEN HAWKING: CONHEÇA A VIDA, AS BIOGRAFIAS E A ADAPTAÇÃO CINEMATOGRÁFICA QUE ESTREIA EM 2015!

STEPHEN HAWKING: CONHEÇA A VIDA, AS BIOGRAFIAS E A ADAPTAÇÃO CINEMATOGRÁFICA QUE ESTREIA EM 2015!

Nascido em Oxford, Inglaterra, em 8 de janeiro de 1942, Stephen Hawking é físico, cosmólogo e consagrado cientista. Interessado por ciência desde a infância, formou-se em física em 1962 e obteve o doutorado na área quatro anos depois. Aos 21 anos de idade, foi diagnosticada em Hawking a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA – ALS em inglês), rara doença degenerativa que paralisa os músculos do corpo sem, no entanto, atingir as funções cerebrais. Atualmente, o físico se comunica través de um sintetizador de voz, pois sua mobilidade é praticamente nula, devido ao agravamento da doença – que não tem cura.Hawking se tornou lenda com suas teorias a respeito da origem do universo e buracos negros. Conquistou o mundo com best-sellers que explicam a origem e mistérios científicos. Recebeu inúmeros prêmios e honrarias. Hoje, encontra- se como professor lucasiano emérito, é diretor de pesquisa do Departamento de Matemática Aplicada e Física Teórica (DAMTP) e fundador do Centro de Cosmologia Teórica (CTC) da Universidade de Cambridge.

 

A Biografia:

A MINHA BREVE HISTÓRIA -

Para conhecer um pouco mais da história de Stephen Hawking, indicamos a autobiografia “Minha breve história”. Neste livro o leitor terá a oportunidade de conhecer a história deste brilhante homem a partir de suas experiências, curiosidades e fotos, antes nunca compartilhadas.

 

Sinopse e capa :

 

 

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“Stephen Hawking conquistou leitores de todo o mundo com best-sellers que explicam os mistérios do universo. Agora, pela primeira vez, um dos mais brilhantes cosmologistas de nossos tempos, volta o olhar para sua própria história de vida e evolução intelectual. ‘Minha Breve História’ conta a improvável trajetória de Hawking, desde a infância na Londres do pós-guerra até o reconhecimento científico internacional. Com fotos pessoais, raramente publicadas, este relato conciso e divertido – o primeiro escrito inteiramente pelo autor, sem a ajuda de terceiros, desde ‘Uma breve história do Tempo’ – apresenta o leitor a um Hawking quase nunca vislumbrado nos livros anteriores: o estudante curioso que foi apelidado de Einstein; o brincalhão que já apostou com um colega sobre a existência de um buraco negro; e o jovem marido e pai lutando para alcançar prestígio no mundo da física e da cosmologia. Com simplicidade e bom humor, Hawking discorre sobre os desafios que precisou enfrentar após o diagnóstico de esclerose lateral amiotrófica aos 21 anos. Ao contar sobre o desenvolvimento de sua carreira, ele explica que a ideia de uma morte prematura o instou a se dedicar com mais afinco às descobertas intelectuais e fala sobre a origem de sua obra-prima, Uma breve história do tempo, um dos livros mais importantes do século XX. Perspicaz, íntimo e inteligente, Minha breve história abre uma janela para o universo pessoal de Hawking.”

 

Mais sobre o livro Minha Breve História: Aqui.

 

 

O livro que inspirou o filme:

A TEORIA DE TUDO -

O livro “A Teoria de Tudo” (“Traveling to Infinity: My Life with Stephen”) conta a história do jovem astrofísico que fez descobertas importantes sobre o tempo, além de retratar o seu romance com a aluna de Cambridge Jane Wide, que se tornou sua esposa, com quem teve filhos  e a descoberta da doença motora degenerativa quando ele tinha apenas 21 anos. Foi baseado no livro escrito pela própria Jane Hawking, com quem se casou em 1965 e se divorciou em 1991.

 

Confira a sinopse e a capa do livro:

 

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“A história de Stephen Hawking é contada pela luz da genialidade e do amor que não vê obstáculos. Quando Jane conhece Stephen, percebe que está entrando para uma família que é pelo menos diferente. Com grande sede de conhecimento, os Hawking possuíam o hábito de levar material de leitura para o jantar, ir a óperas e concertos e estimular o brilhantismo em seus filhos entre eles aquele que seria conhecido como um dos maiores gênios da humanidade, Stephen. Descubra a história por trás de Stephen Hawking, cientista e autor de sucessos como Uma breve história do tempo, que já vendeu mais de 25 milhões de exemplares. Diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica aos 21 anos, enquanto conhecia a jovem tímida Jane, Hawking superou todas as expectativas dos médicos sobre suas chances de sobrevivência a partir da perseverança de sua mulher. Mesmo ao descobrir que a condição de Stephen apenas pioraria, Jane seguiu firme na decisão de compartilhar a vida com aquele que havia lhe encantado. Ao contar uma trajetória de 25 anos de casamento e três filhos, ela mostra uma história universal e tocante, narrada sob um ponto de vista único. Stephen Hawking chega o mais próximo que alguém já conseguiu de explicar o sentido da vida, enquanto Jane nos mostra que já o conhecia desde sempre: ele está na nossa capacidade de amar e de superar limites em nome daqueles que escolhemos para compartilhar a vida.”

 

Mais sobre o livro ‘A Teoria de Tudo': Aqui.

 

A adaptação para o cinema:

 

 

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Com previsão de estréia em janeiro de 2015, “A Teoria de Tudo” (The Theory of Everything), foi dirigido por James Marsh, promete premiações no Oscar. Eddie Redmayne, ator que interpretou Stephen Hawking, é um dos nomes favoritos para a premiação. Hawking, que já assistiu a uma sessão exclusiva do filme, aprovou a adaptação de sua história para o cinema.

 

 

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O ator Eddie Redmayne  que interpretou Stephen Hawking ao lado do físico, recebendo a aprovação do longa.

 

 

Veja as fotos do longa:

 

 

 

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O casal Hawking da vida real e da ficção

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Elenco do filme

 

 

 

Confira o trailer oficial do filme:

 

 

Por Dora

Edição ~M

Árvore de Leitor: personalize a sua árvore de natal tradicional com enfeites literários criativos!

Árvore de Leitor: personalize a sua árvore de natal tradicional com enfeites literários criativos!

No natal passado fizemos um álbum em nossa página Leitora da Depressão no facebook com árvores de natal feitas com livros e foi um grande sucesso. Neste ano resolvemos dar sugestões para os que têm pena de utilizar os livros para fazer uma árvore criativa, por temor que os mesmos amassem, enfim!  Seguem dicas para personalizar a sua árvore tradicional com um tom literário, marcando com a sua personalidade e com a sua saga, livro ou personagem literário predileto!

Confira:

 

 

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Árvore natural enfeitada com mini  livros

 

 

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Enfeites de miniaturas de livros

 

Enfeites inspirados em O Hobbit e Senhor dos Anéis, da obra de J.R.R. Tolkien:

 

 

 

 

 

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Os personagens Gandalf, Gollum, Frodo e Bilbo

Enfeites inspirados na trilogia  Jogos Vorazes, de Suzanne Collins:

 

 

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E os mais pedidos: Enfeites inspirados na saga Harry Potter, de J.K. Rowling!

 

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E para finalizar, a árvore personalizada de Star Wars:

 

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Gostaram? Então, mãos à obra! Boas Festas!

Por ~M
Equipe Leitora da Depressão / Leitores Depressivos

Especial: Conheça um pouco mais da obra literária de Chico Buarque!

Especial: Conheça um pouco mais da obra literária de Chico Buarque!

Não há dúvidas de que Chico Buarque é um dos melhores compositores do Brasil, mas você conhece sua obra literária? Este artista genial além de cantar, compor, escrever musicais para o teatro, é um escritor com um currículo considerável, com diversos prêmios conquistados e a maioria das suas obras já foram adaptadas para o cinema. Conheça um pouco de seus cinco romances:

ESTORVO

 

Estorvo

 

O primeiro livro de Chico Buarque, “Estorvo”, foi lançado em 1991. Considerado um livro de leitura difícil, recebeu o Prêmio Jabuti de 1992. Chico começou a escrevê-lo no Rio de Janeiro, e o finalizou em Paris. O livro conta a história de um personagem que é atormentado por alguns acontecimentos estranhos.
“Estorvo” foi adaptado para o cinema, em 2000, numa produção em conjunto de Cuba, Portugal e Brasil. O diretor foi Ruy Guerra e o filme recebeu indicações a diversas premiações, incluindo Cannes. Foi o vencedor do Prêmio Jabuti 1992, na categoria de Melhor Romance .

 

Sinopse e capa:

 

“A campainha insiste, o olho mágico altera o rosto atrás da porta e o narrador inicia uma trajetória obsessiva, pela qual depara com situações e personagens estranhamente familiares.Narrado em primeira pessoa, Estorvo se mantém constantemente no limite entre o sonho e a vigília, projeções de um desespero subjetivo e crônica do cotidiano. E o olho mágico que filtra o rosto do visitante misterioso talvez seja a melhor metáfora da visão deformada com que o narrador, e o leitor com ele, seguirá sua odisseia.”

BENJAMIN

 

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O segundo foi a obra “Benjamin”, publicada em 1995. O texto que comporia o livro foi entregue à editora com a última frase faltando, após um ano de trabalho de Chico. Assim como o livro anterior, “Benjamin” ganhou uma versão cinematográfica, lançada em 2004. Dirigido por Monique Gardenberg, o filme conta com Cléo Pires, Paulo José, Guilherme Leite e Danton Mello em seu elenco.

 

Sinopse e capa:

 

 “Girando em torno da obsessão pela morte de uma mulher, um enigma na vida do protagonista, Benjamim, o segundo romance de Chico Buarque, narra a história de um ex-modelo fotográfico que, como uma câmara invisível, vê o mundo desfilar diante de seus olhos sob uma atmosfera opressiva. Sem conseguir distinguir o que vê fora do seu passado, e de si mesmo, Benjamim avança, pouco a pouco, em direção ao destino trágico que sua obsessão lhe reserva.”

 

O clima opressivo é resultado do próprio estilo de narrar. O autor retoma e amplifica o universo imaginário de seu romance anterior, Estorvo, para criar um dos livros mais originais recentemente escritos no Brasil.

Mais sobre o livro: Aqui.

 

 

BUDAPESTE

 

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O livro seguinte foi “Budapeste”, outro ganhador do Prêmio Jabuti. A terceira obra de Chico foi lançada em 2003, e foi bem recebido por leitores e críticos, de forma diferente aos dois livros previamente lançados, que haviam recebido críticas negativas. Além de vencedor do prêmio Jabuti, em 2004, “Budapeste” ganhou o Prêmio Passo Fundo Zaffari & Bourbon de Literatura. Seguindo os anteriores, o livro ganhou uma versão para cinema, em 2009, com direção de Walter Carvalho e produzido entre Portugal, Hungria e Brasil.

 

Sinopse e capa:

 

“Ao concluir a autobiografia romanceada O ginógrafo, a pedido de um bizarro executivo alemão que fez carreira no Rio de Janeiro, José Costa, um ghost-writer de talento fora do comum, se vê diante de um impasse criativo e existencial. Escriba exímio, “gênio”, nas palavras do sócio, que o explora na “agência cultural” que dividem em Copacabana, Costa, meio sem querer, de mera escrita sob encomenda passa a praticar “alta literatura”. Também meio sem querer, vai parar em Budapeste, onde buscará a redenção no idioma húngaro, “segundo as más línguas, a única língua que o diabo respeita”.
Narrado em primeira pessoa, combinando alta densidade narrativa com um senso de humor muito particular, Budapeste é a história de um homem exaurido por seu próprio talento, que se vê emparedado entre duas cidades, duas mulheres, dois livros, duas línguas e uma série de outros pares simétricos que conferem ao texto o caráter de espelhamento que permeia todo o romance, e que levaram o professor José Miguel Wisnik a afirmar que se trata de “um romance do duplo”. Tenso e à vontade, cultivado e coloquial, belo e grotesco, Budapeste traz a perfeição narrativa de Estorvo e Benjamim e confirma Chico Buarque como um dos grandes romancistas brasileiros da atualidade.”

Mais sobre o livro: Aqui.

 

 

LEITE DERRAMADO

 

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Em 2009, o autor lançou “Leite Derramado”, seu quarto romance. Numa narração em primeira pessoa e sem diálogos, ele conta a história do Brasil através de um homem que está muito doente, em um leito hospitalar. O livro recebeu diversas traduções e encontrou boa resposta de público e críticos.

 

Sinopse e capa:

 

“Um homem muito velho está num leito de hospital. Membro de uma tradicional família brasileira, ele desfia, num monólogo dirigido à filha, às enfermeiras e a quem quiser ouvir, a história de sua linhagem desde os ancestrais portugueses, passando por um barão do Império, um senador da Primeira República, até o tataraneto, garotão do Rio de Janeiro atual. Uma saga familiar caracterizada pela decadência social e econômica, tendo como pano de fundo a história do Brasil dos últimos dois séculos. “

 

Mais sobre o livro: Aqui.

 

 

O IRMÃO ALEMÃO

 

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No mês de novembro, Chico Buarque lançou seu quinto romance, cinco anos após o lançamento de “Leite Derramado”. Seu novo livro, “O Irmão Alemão”, já se tornou um sucesso de vendas. A ideia para escrever o livro veio, supostamente, de um deslize cometido por Manuel Bandeira. O poeta teria revelado a Chico que ele tinha um meio- irmão de origem germânica. Chico teve, de fato, este irmão. Seu pai, Sérgio Buarque de Holanda, teve um filho de Anne Margerithe Ernst, enquanto vivia na Alemanha. O homem, Sérgio Georg Ernst, nunca foi encontrado por Chico, apesar de inúmeros esforços de sua parte.
Apesar do autor não costumar dar entrevistas a respeito de seus livros, supõe-se que este romance esteja recheado com alguns fatos que realmente ocorreram na vida de Chico, entrelaçados com elementos fictícios. Parte da história foi escrita com base em cartas e documentos da época encontrados por Chico, entre seu pai e autoridades alemãs. A obra conseguiu conquistar críticos e leitores, e figura nas listas de mais vendidos de diversas livrarias.

 

Sinopse e capa:

 

“O novo livro de Chico Buarque — um romance em busca da verdade e dos afetos. O irmão alemão é o novo livro de Chico Buarque. O autor já publicou os romances Estorvo, Benjamim, Budapeste e Leite derramado que lhe renderam três prêmios Jabuti e venderam quase um milhão de exemplares, ficando por meses nas listas de livros mais vendidos do país. Ele também é autor de peças como Roda viva e Ópera do malandro.”

Mais sobre o livro: Aqui.

Vale a pena conhecer a obra literária desse artista multifacetado, que vai além da sua contribuição na MPB e do seu trabalho autoral no teatro com  musicais.

Por Ariel
Edição ~M

Saiba como fazer os seus livros durarem mais!

Saiba como fazer os seus livros durarem mais!

Pensando em colaborar com os ávidos leitores, separamos algumas dicas simples para  fazer seus livros durarem mais, como se fossem novos:

1. Guarde-os em lugar adequado:
Longe de mofo, do calor excessivo, de umidade, da luz solar e de bichos. O ideal é guardar os queridos em uma estante aberta, pra que estejam sempre arejados.
2. Guarde-os de forma adequada:
Livros não devem ser empilhados. Devem ser guardados na vertical, lado a lado, formando um ângulo reto com a estante, ou seja, não devem “tombar” para os lados. Caso os livros não preencham toda a prateleira, um bibliocanto os mantém retinhos.
3. Cuidado ao retirá-los:
Ao retirar um livro da estante, pegue-o sempre pelo meio, e não por cima.

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4. Não abra-os totalmente:
O livro não deve ser aberto até o final, e sua lombada não deve ser virada. Abra-o apenas o suficiente para conseguir ler.
5. Cuidado no manuseio:
Não manuseie seu livro com as mãos engorduradas, comendo ou bebendo, e não passe as páginas molhando as pontas dos dedos.
6. Não use fitas adesivas:
No caso de seu livro rasgar, não cole fitas adesivas, como durex. Nessa situação, passe cola (sim, cola branca) e remende o rasgado com papel seda. O durex tem propriedades que danificam o livro, enquanto o papel seda corrige o problema sem danificá-lo.
7. Leia-os:
 Ao virar as páginas do seu livro, você está oxigenando o material, impedindo, assim, que microrganismos se acumulem.
Boa leitura!
Por Ariel
Edição ~M
Confira os vencedores do Prêmio Jabuti de 2014: O maior prêmio literário do país!

Confira os vencedores do Prêmio Jabuti de 2014: O maior prêmio literário do país!

O resultado da 56ª edição do Prêmio Jabuti está sendo apurado nesta quinta-feira, em São Paulo, na sede da Câmara Brasileira do Livro, confira as categorias e os vencedores divulgados.

 

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Estatueta do Prêmio Jabuti

Categoria – Biografia:
1º lugar: Lira Neto -“Getúlio – Do governo provisório à ditadura do Estado Novo (1930-1945)”, Editora Companhia das Letras;
2º lugar:   “Wilson Baptista: o samba foi sua glória” de Rodrigo Alzuguir, Editora Casa da Palavra,
3º lugar:  “O Castelo de Papel” de Mary Del Priore, Editora Rocco, sobre a Princesa Isabel e seu marido, o Conde D’Eu.

Categoria – Contos e Crônicas :
1º lugar: “Amálgama”de Rubem Fonseca, Editora Nova Fronteira;
2º lugar:  “Você verá” de Luiz Vilela, Editora Record.
3º lugar: Empate entre  “Nu, de botas” de Antonio Prata, Editora Cia das Letras e  “Um Solitário à Espreita” de Milton Hatoum, Editora Cia das Letras).

Categoria Arquitetura e Urbanismo:
1º lugar:”As Minas de Ouro e a Formação das Capitanias do Sul”de Nestor Goulart Reis Filho, Editora Via das Artes,
2º lugar: “Preservação e restauro urbano: intervenções em sítios históricos industriais” de Manoela Rossinetti Rufinoni , Editora Fap-Unifesp,  3º lugar: “Cidadela da liberdade: Lina Bo Bardi e o Sesc Pompéia” de André Vainer e Marcelo Ferraz, Editora Sesc . O vencedor havia sido Roberto Segre, pela obra “Ministério da Educação e Saúde. Ícone urbano da modernidade brasileira” , Editora Romano Guerra, mas como ele morreu em 2013, vai receber uma homenagem in memoriam.

Categoria Infantil:
1º lugar:  “Breve história de um pequeno amor” de Marina Colasanti , Editora FTD,
2º lugar: “Da guerra dos mares e das areias: fábula sobre as marés” de Pedro Veludo, Editora Cantos,
3º lugar:  “Poemas que escolhi para crianças” de Ruth Rocha, Editora Moderna. Esse resultado ainda não foi auditado e pode sofrer alterações.

Categoria – Juvenil :
1º lugar:  “Fragosas brenhas do Mataréu” de Ricardo Azevedo, Editora Ática,
2º lugar: “As gêmeas da família” de  Stela Maris Rezende, Editora Globo,
3º lugar: “Uma escuridão bonita” de Ondjaki, Editora Pallas,
Categoria  – Capa
1º lugar – “A São Paulo de German Lorca” (Imesp), de Edson Lemos
2º lugar – “Graffiti fine art” (Sesi), de Raquel Matsushita
3º lugar – “Murphy” (Cosac & Naify), de Paulo André Chagas

Categoria 2 – Ilustração
1º lugar – “Brasil – Imagens sob a ótica da artista Meire de Oliveira” (Meire de Oliveira), de Meire de Oliveira
2º lugar – “Storynhas” (Cia das Letras), de Laerte
3º lugar – “Decameron: Giovanni Boccaccio” (Cosac & Naify), de Alex Cerveny

Categoria 3 – Ilustração de livro infantil ou juvenil
1º lugar – “Bárbaro” (Cia das Letras), de Renato Moriconi
2º lugar – “Naninquiá – a moça bonita” (DCI), de Ciça Fittipaldi
3º lugar – “Conselho” (Stamppa), de Odilon Moraes

Categoria 4 – Arquitetura e Urbanismo
1º lugar – “As minas de ouro e a formação das capitanias do sul” (Via das Artes), de Nestor Goulart Reis Filho
2º lugar – “Preservação e restauro urbano: intervenções em sítios históricos industriais” (Fap-Unifesp), de Manoela Rossinetti Rufinoni
3º lugar – “Cidadela da liberdade: Lina Bo Bardi e o Sesc Pompéia” (Sesc), de André Vainer e Marcelo Ferraz.

Categoria 5 – Artes e Fotografia
1º lugar – “Walter Zanini: escrituras críticas” (Annablume), organização de Cristina Freire
2º lugar – “Marcello Grassmann 1942-1955″ (Edusp), de Mayra Laudanna, Leonardo Kossovitch
3º lugar – “Norberto Nicola – trama ativa” (Imesp), organização de Denise Mattar

Categoria 6 – Biografia
1º lugar – “Getúlio – Do governo provisório à ditadura do Estado Novo (1930-1945)” (Cia das Letras), Lira Neto
2º lugar – “Wilson Baptista – o samba foi sua glória!” (Casa da Palavra), de Rodrigo Alzuguir
3º lugar – “O castelo de papel” (Rocco), de Mary del Priore.

Categoria 7 – Ciências Exatas, Tecnologia e Informática
1º lugar – “Estrutura atômica, ligações e estereoquímica” (Edgard Blucher), de Henrique Eisi Toma
2º lugar – “O cerne da matéria – A aventura científica que levou à descoberta do bóson de Higgs” (Cia das Letras), de Rogério Rosenfd
3º lugar – “Ciência do futuro e futuro da ciência: redes e políticas de nanociência e nanotecnologia no Brasil” (UERJ), de Jorge Luiz dos Santos Junior

Categoria 8 – Ciências Humanas
1º lugar – “O mapa que inventou o Brasil” (Versal), de Júnia Ferreira Furtado
2º lugar – “Atlântico: A história de um oceano” (Civilização Brasileira), vários autores
3º lugar – “Compêndio de Ciência da Religião” (Paulinas), de Frank Usarski e João Décio Passos

Categoria 9 – Ciências Naturais
1º lugar – “Livro vermelho da flora do Brasil” (Andrea Jakobsson), organizado por Gustavo Martinelli e Miguel Avila Moraes
2º lugar – “Peixes do Rio Madeira” (Dialeto), vários autores
3º lugar – “Guia dos anfíbios da Mata Atlântica – Diversidade e biologia” (Anolis), vários autores.

A cerimônia de entrega do Jabuti acontecerá em 18 de novembro, no Auditório Ibirapuera. A CBL fará o anúncio oficial dos vencedores pelo site. Vocês concordam com as escolhas? Dê sua opinião!

Fonte: O Globo

Por ~M

“Alice no País das Maravilhas”: saiba tudo sobre essa maravilhosa obra de Lewis Carroll!

“Alice no País das Maravilhas”: saiba tudo sobre essa maravilhosa obra de Lewis Carroll!

O clássico infantil de Lewis Carroll vem encantando crianças e adultos desde sua publicação, em 1865. De lá para cá, “Aventuras de  Alice no País das Maravilhas” e sua continuação “Através do Espelho e o Que Alice Encontrou Por Lá” ganharam diversas adaptações, desde contos inspirados na história, filmes de grande sucesso e até (pasmem) um filme pornográfico, lançado em 1976!
Lewis Carroll é o pseudônimo do escritor inglês Charles Lutwidge Dodgson que inspirou-se em Alice Liddell para escrever a obra. A primeira vez que Carrol contou a história foi quando fazia um passeio de barco com Alice Liddell e suas irmãs.

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Lewis Carroll e Alice Liddell

A menina gostou tanto da narrativa que pediu para ele que a escrevesse. Com isso, o livro foi publicado em 1865 e logo tornou-se um grande sucesso. Algo que realmente encanta os leitores são as belíssimas ilustrações que aparecem nos livros, criadas por John Tenniel, responsáveis muitas vezes por nos fazer compreender melhor a história. A Alice das ilustrações em nada se parece com a garota que inspirou a obra, que tinha cabelos escuros e franja curta.
“Alice no País das Maravilhas” narra a história da pequena Alice que, depois de cair em uma toca de coelho, acaba indo parar no País das Maravilhas e lá passa por situações surreais, conhecendo as criaturas mais peculiares possíveis. Entre os personagens mais interessantes vislumbrados por ela, estão: o Coelho Branco, o Gato de Cheshire (ou Gato Risonho), o Chapeleiro maluco e a Lebre de Março. A temática do livro é toda inspirada em um jogo de cartas, apresentando um exército formado por um baralho, comandado pela tirana Rainha de Copas, que por qualquer motivo manda cortar as cabeças de seus súditos.

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Capa do livro

Já em “Através do Espelho” (continuação bem menos conhecida da obra), depois de atravessar o espelho de seu quarto, Alice está em um jogo de xadrez onde tem de passar por diversos obstáculos até tornar-se rainha. À medida em que ela avança pelas casas, novos personagens estranhos surgem para lhe ajudar (ou atrapalhar). Essas duas obras-primas da literatura fantástica já ganharam diversas adaptações. A maioria delas tende a unir as duas histórias em uma só, atrelando elementos de ambas as narrativas para criar o roteiro dos filmes, o que sempre gera algum tipo de confusão entre os espectadores que ainda não leram os livros.

As adaptações:

A primeira adaptação foi um filme mudo lançado em 1903. Na época, a película impressionou bastante o público por fazer uso de diversos efeitos especiais, utilizando técnicas que na época eram raridade. Feito apenas 37 anos depois de Lewis Carroll escrever seu romance e oito anos após o nascimento do cinema, a adaptação foi dirigido por Cecil Hepworth e Percy Stow, e foi baseado nas ilustrações originais de Sir John Tenniel. Atualmente o filme está em domínio público.

Quem tiver interesse em assisti-lo, basta clicar no link a seguir:

 

 

 

Porém a adaptação mais memorável de “Alice No País das Maravilhas” é a animação da Disney de 1951, apesar de na época ter sido considerada um fracasso por não ter atraído nem o público, nem a crítica, que reprovaram a falta de fidelidade do filme com relação aos livros. Somente com o passar dos anos, o longa ganhou status de clássico pelo público, principalmente por suas belas canções.

 

 

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Animação da Disney de 1951

Em 2010, a Disney lançou um novo filme inspirado na obra de Lewis Carroll, dirigido por Tim Burton. O filme estreou como um grande sucesso entre o público, arrecadando mais de 1 bilhão de dólares em todo o mundo. Com o visual deslumbrante característico dos filmes dirigidos por Burton, o diretor criou uma versão dark do País das Maravilhas. Apesar de apresentar diversas mudanças com relação a obra original e de ter uma narrativa fraca e pouco coerente, o filme é capaz de encantar e foi responsável por praticamente ressuscitar este clássico, fazendo com que cada vez mais leitores de interessassem por este livro. Mia Wasikowska interpreta Alice, enquanto Johhny Depp, Helena Bonham Carter e Anne Hathaway interpretam o Chapeleiro Maluco, a Rainha Vermelha e a Rainha Branca, respectivamente. A sequência do filme será lançada em maio de 2016  e dirigido por James Bobin e o elenco terá, além dos atores do primeiro filme, o ator Sacha Baron Cohen.

 

Confira o trailer:

 

 

 

Este ano, a ABC lançou a série televisiva “Once Upon a Time in Wonderland”. Nela, Alice cresce e é internada em um hospício, pois todos acreditam que ela está louca por contar histórias insanas sobre o País das Maravilhas. Ela é salva pelo Valete de Copas e pelo Coelho Branco, que a ajudam a encontrar seu verdadeiro amor, um gênio da lâmpada chamado Cyrus.

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A série Once Upon a Time in Wonderland

A série pertence aos mesmos criadores de “Once Upon a Time”, podendo ter futuramente episódios de crossover com a série original, criando um universo de ligação entre as duas séries.
Saiba mais sobre ‘Alice no País das Maravilhas': Aqui.
E você, já leu “Alice no País das Maravilhas” ou assistiu as obras que se inspiraram neste clássico?

Por Keila Lima
Edição ~M

Livro: “Laranja Mecânica” de Anthony Burgess, conheça essa distopia atemporal e sua edição especial de 50 anos!

Livro: “Laranja Mecânica” de Anthony Burgess, conheça essa distopia atemporal e sua edição especial de 50 anos!

O livro Laranja Mecânica é um daqueles livros que se transformam em divisor de águas na vida do leitor. Conheça um pouco mais dessa obra impressionante de Anthony Burgess.

 

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Ilustrações da edição especial de 50 anos

O escritor Anthony Burgess, é o responsável por uma das histórias mais polêmicas de todos os tempos. Situado em um futuro distópico não tão distante, em que atos de violência juvenil são considerados habituais e frequentes – e quase naturais -, “Laranja Mecânica” é narrado por Alex, o protagonista. Burgess escreveu o livro em uma época difícil de sua vida, na qual o diagnosticaram, erroneamente, com câncer.  Também se baseou em uma história real, pois em m 1944, a primeira esposa do autor foi estuprada por quatro soldados norte americanos. Esse fato foi inspiração para os delitos praticados na história. Em Laranja Mecânica, não são os quatro soldados que estupram as mulheres, e sim diversas gangues adolescentes. Dentre elas, a gangue liderada por Alex DeLarge, um menino de quinze anos, que é um narrador e pouco confiável, um sociopata, de moral mais do que duvidosa. Um dos grandes méritos de Burgess foi fazer com que, mesmo sendo uma perfeita definição de anti-herói, Alex ainda assim conseguisse cativar os leitores, levando-os a acreditar que talvez ele não seja um menino tão mau assim. Além disso, Alex e companhia falam uma língua inventada pelo autor, a Nadsat (uma gíria com origens no russo e no inglês, falada exclusivamente por adolescentes) durante todo o livro. Muitos consideram o livro de leitura difícil, uma vez que o vocabulário é desconhecido para os que nunca leram o romance ou assistiram o filme. Por isso, a maior parte das edições do livro contém um glossário. Ao todo, o livro possui vinte e um capítulos, como símbolo dos vinte e um anos de idade, que normalmente é vista como a idade que define a maioridade. O livro também é divido em três partes. A primeira parte apresenta Alex e sua gangue – Georgie, Pete e Tosko – em seus atos violentos, enquanto a segunda e a terceira acompanham Alex a partir do momento de sua prisão.
Na primeira parte, o autor utiliza suas personagens para criticar as leis e a realidade social que permite que atos gravíssimos de violência sejam realizados sem punição. A segunda parte tem seu foco em Alex na prisão, onde ele aceita se tornar parte de um experimento que teria como objetivo curar para sempre o preso. A terceira parte mostra o protagonista após sua reinserção no mundo civil, como a prisão e o experimento o afetaram e o modificaram para sempre, e como os velhos crimes de Alex voltam para assombrá-lo. A crítica principal de Burgess, o livre-arbítrio e se devemos ou não ter intervenção do Estado nos indivíduos, começa na segunda parte e se estende até o fim do livro. O autor também critica a noção de bondade, e como ela é subjetiva. O capítulo final torna o livro extremamente mais chocante, e deixa aberto o espaço para que sejam feitas críticas e debates sobre as questões que o autor apresenta. É importante lembrar que o livro é pesado, repleto de cenas de violência, especialmente sexual  e é um alerta, para que os leitores não se choquem.

 

Confira a capa e a sinopse:
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“Narrada pelo protagonista, o adolescente Alex, esta brilhante e perturbadora história cria uma sociedade futurista em que a violência atinge proporções gigantescas e provoca uma reposta igualmente agressiva de um governo totalitário. A estranha linguagem utilizada por Alex – soberbamente engendrada pelo autor – empresta uma dimensão quase lírica ao texto. Ao lado de “1984”, de George Orwell, e “Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxley, “Laranja Mecânica” é um dos ícones literários da alienação pós-industrial que caracterizou o século XX. Adaptado com maestria para o cinema em 1972 por Stanley Kubrick, é uma obra marcante: depois da sua leitura, você jamais será o mesmo.”

A adaptação cinematográfica:

 

A obra prima de Burgess influenciou – e influencia – diversas artes, como a moda e a literatura. Quase dez anos depois de seu lançamento, foi lançado o filme, dirigido por Stanley Kubrick. Para não ser tão chocante quanto o livro, o filme traz Alex DeLarge (Malcolm McDowell), um pouco mais velho, aos 17 anos. Algumas cenas também foram modificadas para amenizar sua gravidade.

 

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O filme segue a mesma cronologia que o livro, e possui também a narração em primeira pessoa. Extremamente visual, cheio de cores e simbologias, o ponto alto do filme de Kubrick é a trilha sonora. No livro, a música é uma questão importantíssima. O protagonista é apaixonado por música clássica e, no filme, isso é algo que fica claro. Aliás, a escolha de que música utilizar em qual momento se revela apropriada, causando sentimentos nos espectadores que condizem com os sentimentos do protagonista.

 

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O ator Malcolm McDowell como Alex DeLarge

Kubrick baseou seu filme na versão do livro que não possui o capítulo final e, por isso, recebeu críticas de Burgess, uma vez que não foi uma escolha do autor publicar essas versões sem o último capítulo. Algumas editoras acharam que os leitores não se interessariam pelo final original, e o cortaram. Portanto, o final do filme decepcionou diversos leitores e, assim como o livro sem o capítulo final, modificou o modo como o leitor e o espectador enxergam Alex DeLarge. As críticas na Inglaterra foram muito severas e o diretor Kubrick ordenou que o filme fosse tirado de cartaz, declarando que o filme somente seria exibido na Inglaterra, após sua morte.

Por Ariel

 

Plus !

 

Sobre o Autor:

 

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O autor Anthony Burgess

 

John Anthony Burgess Wilson,  foi um escritor, compositor e crítico britânico, nascido em 1917, em Londres. O autor foi considerado prolixo e controverso, e até hoje grande parte da sua obra ainda permanece no anonimato. Laranja Mecânica, do original  A Clockwork Orange (publicado a princípio em 1962), é o 18º livro do autor, porém o primeiro a fazer sucesso. Seus livros, críticas e resenhas são marcados por grande sátira social. Órfão de mãe, foi criado por uma tia, até servir ao exército britânico e ser convocado para a 2ª Guerra Mundial, chegando a ser oficial. Com a luta pela independência da Malásia, ficou desempregado e foi diagnosticado com câncer erradamente. Burgess em 1959, começou a escrever freneticamente, preocupado em morrer e deixar sua esposa sem recursos financeiros. A previsão médica estava errada. Burgess se casou duas vezes e morreu em 1993.

 

Laranja Mecânica – Edição Especial de 50 Anos

 

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Capa da edição especial

 

A  edição especial de 50 anos foi publicada pela Editora Aleph,  com capa dura,  ilustrações e glossário dos verbetes inventados por Burgess (e realmente está linda!).

‘O  livro foi publicado pela primeira vez em 1962, e imortalizado 9 anos depois pelo filme de Stanley Kubrick. Laranja Mecânica não só está entre os clássicos eternos da ficção como representa um marco na cultura pop do século XX. Meio século depois, a perturbadora história de Alex – membro de uma gangue de adolescentes que é capturado pelo Estado e submetido a uma terapia de condicionamento social – continua fascinando, e desconcertando, leitores mundo afora.
Esta edição especial de 50 anos em capa dura e impressa em duas cores (preto e laranja), inclui:
* Ilustrações exclusivas de Angeli, Dave McKean e Oscar Grillo,
* Trechos do livro restaurados pelo editor inglês,
* Notas culturais do editor,
* Artigos e ensaios escritos pelo autor, inéditos em língua portuguesa,
* Uma entrevista inédita com Anthony Burgess,
* Reprodução de seis páginas do manuscrito original, com anotações e ilustrações do autor.’
Está imperdível, vale a pena ter essa edição comemorativa de 50 anos, não só pela estética do design, mas por todo trabalho inédito feito pela Editora Aleph, que faz jus ao autor e a comemoração de meio século dessa obra atemporal!
Saiba mais informações sobre esta edição especial de Laranja Mecânica.
Plus e Edição: Por ~M
O ator Benedict Cumberbatch posa de Mr. Darcy para campanha de caridade. Confira!

O ator Benedict Cumberbatch posa de Mr. Darcy para campanha de caridade. Confira!

Um novo Mr. Darcy?

O ator Benedict Cumberbatch  posou para fotos de campanha incorporando um dos personagens mais sexys do universo literário e a homenagem ainda teve o cunho solidário.  As celebridades sabem como chamar a atenção para uma boa causa, e colocando de forma provocativa, porém em nome da caridade. O ator britânico Benedict Cumberbatch fez exatamente isso em uma campanha chamada “Abandonar as roupas pelo bem”.

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O ator britânico Benedict Cumberbatch

Cumberbatch é retratado em um lago até a cintura, removendo sua roupa (A cena da camisa molhada!) e a foto em preto e branco,  foi feita pelo fotógrafo Jason Bell.  O ensaio foi publicado em setembro e fez enorme sucesso entre as fãs de Jane Austen e do ator também.

Segundo o ator:

“É tudo por uma boa causa – a campanha está arrecadando dinheiro para a pesquisa do câncer e está sendo patrocinado pelo Cancer Research UK e TK Maxx.”

Em foto sexy,  o ator de “Star Trek” e “Sherlock” incorpora Colin Firth, que interpretou Mr. Darcy na adaptação da BBC do livro “Orgulho e Preconceito” de Jane Austen.

Compare com a foto do ator Colin Firth na série Orgulho e Preconceito da BBC:

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Outras estrelas que também posaram para a campanha, segundo o site Star Pulse, a lista inclui Liam Neeson, Elijah Wood, Kate Winslet e Cynthia Nixon.

Gostaram do ensaio?

Por ~ M

Livro: ‘A Deusa Cega’ de Anne Holt, conheça esse incrível romance policial!

Livro: ‘A Deusa Cega’ de Anne Holt, conheça esse incrível romance policial!

Sabe aquele livro que passa pela sua mão umas quinhentas vezes, você ignora e quando começa a ler fica completamente surpreso?
Pois é, isso aconteceu quando comecei a ler A Deusa Cega. Um romance policial muito bem construído, detalhado e com desfechos inusitados. O ponto de partida é o assassinato de um traficante, cujo corpo é encontrado acidentalmente por uma bem sucedida advogada civilista. Karen Borg trabalhava para as maiores empresas de Oslo e tinha um excelente padrão de vida, até que este infeliz incidente lhe coloca como centro de uma trama muito bem engendrada, que envolve o tráfico de drogas e influência, dentro da cúpula da polícia e justiça. Na investigação, Karen reencontra um velho amigo de faculdade, chamado Hakon, que é assistente da promotoria. Um jovem conturbado, que nunca foi bom aluno de direito, se contentando com um emprego na polícia (Na Noruega, a promotoria e polícia são um único órgão). A investigadora Hanne (Uma das personagens centrais), uma funcionária exemplar da polícia, que nunca teve o seu nome envolvido em nenhum episódio escuso, assume a investigação e ao lado de Hakon, desvenda essa colcha de retalhos, onde nada parece ser o que realmente é. Nessa investigação, a princípio desastrosa, a polícia consegue chegar a um suspeito, que se recusa a falar ou depor sobre o caso, mas declara que só falará se Karen Borg for sua advogada de defesa. Ele a escolhe por não confiar em ninguém e presume que se ela encontrou o corpo, com certeza seria uma profissional honesta. O improvável acontece, pois Karen não é criminalista e mesmo assim aceita ser defensora do suspeito, pressionada pela polícia que quer uma confissão, aceita o encargo e vai até a delegacia falar com o suspeito. Nesse momento, a trama toma um contorno incrível, pois mais dois outros homens são assassinados misteriosamente, um deles é um advogado de má fama, mesmo não tendo o mesmo modus operandi, o faro de Hanne indica que são crimes correlatos. Hakon reluta, mas crê nos instintos da colega, que aos poucos é digna de total confiança. A história se torna um imenso mosaico que aos poucos vai sendo montado com muita inteligência. Karen desafia, mesmo sem querer, o alto escalão da justiça, da polícia e outros setores. Enquanto a investigação prossegue, sendo várias vezes sabotada, a amizade entre Hakon e Hane, que era improvável, se fortalece, enquanto um amor antigo entre Karen e Hakon aflora. A amizade tinha lá no fundo, um amor que foi guardado e no meio de uma trama diabólica, esse romance acontece e é uma surpresa, pois foi bem delicado. Ainda durante as investigações, ocorrem várias sabotagens e atentados contra a equipe e Karen se torna um perigo para a máfia do tráfico, pois eles não sabem ao certo o que o seu ‘cliente’ lhe contou sobre o sistema e os envolvidos. karen tinha que ser silenciada. Um personagem que destaco é o jornalista Fredrick Myhreng, aquele tipo de repórter policial chato e curioso, na maioria das vezes inconveniente, mas que no final consegue um grande furo jornalístico e mesmo com grande interesse e nenhuma boa vontade, acaba ajudando a fechar o cerco da investigação final. A narrativa não é pesada, nem mesmo quando narra os crimes e como foram cometidos, mas tem aquela atmosfera densa de suspense, fazendo o leitor entrar na penumbra dos acontecimentos.

Confira a sinopse e a capa:

 

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“O corpo desfigurado de um traficante de drogas. Um homem coberto de sangue vagando pelas ruas da capital da Noruega. E um advogado criminal de fama obscura assassinado com um tiro. Três eventos aparentemente isolados instigam o faro apurado de uma investigadora sagaz e irônica, que junto com seu colega mergulha em um caso com poucas pistas e muitas perguntas sem respostas. Em meio a boatos envolvendo advogados e o tráfico de drogas, mensagens codificadas e uma enorme rede de corrupção que pode chegar aos altos escalões do governo, a autora Anne Holt descreve uma teia de crimes e batalhas políticas na qual somente a deusa da Justiça pode se dar ao luxo de ter os olhos vendados.”

O livro é muito bem escrito, leitura simples, tradução bem feita. A capa é singela e tem tudo a ver com o enredo, mas vocês só saberão do meio em diante e o título tem tudo a ver com a justiça. A Deusa Cega faz referência a Deusa Têmis ( que é a guardiã dos juramentos dos homens e da lei), a estátua de mulher com os olhos vendados, a espada e balança nas mãos. Para quem trabalha na área, como operador do direito, policial, na justiça ou áreas correlatas, é um excelente meio de conhecer como funciona o sistema judicial na Noruega, que é muito diferente do Brasil e outros países.  A autora deixa claro as deficiências do sistema com muita veracidade e isso desconstrói a ideia de que no primeiro mundo tudo acontece às mil maravilhas. Muito pelo contrário, muitos casos sequer têm solução, por falta de pessoal para investigar, por perda de prazos, insuficiência de provas, pela fragilidade e corrupção do sistema. Tudo isso é relatado com muita propriedade pela autora. Não posso contar o final, porque não divulgo spoiler, mas garanto que é surpreendente, eu não imaginava, realmente fiquei chocada. Quem eu pensei que seria o grande vilão, o chefão do tráfico na Noruega, o Capo da máfia, não era, simplesmente errei. A autora me pegou e com certeza vocês também irão se surpreender. O livro foi lançado no Brasil, pela Editora Fundamento, que também lançou ‘1222’, fazendo um excelente trabalho, tem 342 páginas, mas não se assuste, a leitura é tão boa que passará voando. Aliás, fiquei economizando as últimas páginas para não acabar rápido, mas não teve jeito, a curiosidade foi maior. Afinal quem é a grande mente por trás do sistema? Leiam e descobrirão!
Recomendo para todos os que são fãs de romances policiais e para quem nunca leu esse estilo literário, é um excelente livro para começar, a obra faz jus à autora.

Sobre a autora:

 

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A escritora Anne Holt

Anne Holt é Norueguesa, de Larvik, tem 55 anos, é além de escritora e advogada, trabalhou como jornalista, apresentadora e âncora de TV. Trabalhou para o Departamento de Polícia de Oslo, antes de fundar seu próprio escritório de advocacia. Foi Ministra da  Justiça da Noruega entre 1996 e 1997. Seu primeiro livro foi publicado em 1993, e seus trabalhos foram traduzidos para mais de 25 línguas. A autora recebeu vários prêmios, como o Riverton Prize, The Noruegian Booksellers’ Prize e seu livro ‘1222’ foi indicado aos Prêmios Edgar Award, o Shamus Award e o Macavity Award, na categoria de Melhor Romance.  A autora recebeu o prêmio Great Calibre Award of Honor, na Polônia, pelo conjunto de sua obra.  Ela vive em Oslo com a sua família.

Conheça um pouco mais da obra da autora Anne Holt :

A Deusa Cega (Blind Goddess), faz parte da Série “Hanne Wilhelmsen” (a investigadora que permeia todos os livros).

– Série ‘Hanne Wilhelmsen’ –

1-  A Deusa Cega, do original ‘Gudinne Blind’ (Blind Goddess), de 1993;
2-  Bem-aventurados os que têm sede, do original ‘Salige tørster er de som’, de 1994
3- Morte do Demônio, do original ‘Demonens Død’, de  1995;
4-  Boca do Leão, do original ‘Lovens Gap’, em co-autoria com Berit Reiss-Andersen, de 1997
5- Død Coringa – Dead Joker, de 1999
6-  Uten ekko, em co-autoria com Berit Reiss-Andersen, Sem ECHO, de 2000;
7- Sannheten Bortenfor- The Truth Beyond, de 2003;
8-  ‘1222′, em 2007.

 

por ~ M

 

Experiência de Leitor: Motivos para ler e apreciar os livros obrigatórios do vestibular e Enem!

Experiência de Leitor: Motivos para ler e apreciar os livros obrigatórios do vestibular e Enem!

A coluna Experiência de Leitor embarca no grande dilema dos estudantes: como ler e até gostar dos livros obrigatórios do ano letivo e vestibular/ Enem. Você está passando por essa fase? Então não deixe de conferir as dicas para tirar o melhor proveito e quem sabe, se tornar fã de alguns livros!
‘Resolvemos escrever essa matéria para inspirar as pessoas que vão precisar prestar vestibular esse ano ou que tem livro obrigatório na escola. O intuito é dar alguns motivos para vocês criarem coragem e finalmente começarem a ler aquele livro que tanto a escola, quanto o vestibular/ Enem exigem ou os nossos  queridos clássicos da literatura. Algumas pessoas não gostam de ler os livros que as escolas indicam ou que o vestibular exige por considerá-los (talvez) “chatos”. Mas será que são  de fato“chatos”?
Ou será que isso é só uma ideia ou rótulo que colocamos (até eu colocava) por sermos obrigados a ler aquilo que não queremos, para conseguirmos uma nota boa em uma prova ou uma boa classificação no vestibular?
Por isso e vários outros motivos que eu poderia citar, tomamos inspiração e resumimos alguns motivos para vocês  se inspirarem e ler os livros mais pedidos no vestibular.

I – “Não li e não gostei”?

Vamos começar pelo mais básico de tudo: O que te faz gostar de um livro específico?
A capa?
A sinopse?
Quantidade de páginas?
Gênero?
Autor?
Essas perguntas são muito necessárias para se determinar o seu gosto por determinado livro e começar a discernir o que te agrada e o que não te agrada e por quê. Segundo o vlog, ele diz que “avaliar os motivos do seu não pode ser um bom caminho para construir um talvez”. Se você não gostou de um livro, questione-se!
O que não te agradou?
A proposta?
O autor?
A sinopse?
A dica aqui é bem simples. Sair do padrão de pegar o livro e revirar as páginas e  dar uma boa pesquisada sobre do que se trata, as críticas, as resenhas (resenha em vídeo também vale!)
O personagem principal não agrada? Procure um que você se identifique mesmo que seja paralelo.

 

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II – Zona de Desenvolvimento Proximal

A zona de desenvolvimento proximal é muito comparável com a zona de conforto. Ou seja, para vocês buscar novos níveis de aprendizagem você precisa e deve sair dessa zona de conforto. A resistência para ler um livro ás vezes se deve ao simples fato do medo do desconhecido, de uma história que não estamos tão habituados a ler. Quando você decide sair da zona de conforto e ir para o desconhecido, novas conexões cerebrais serão construídas. Mesmo que continue detestando o autor, terá crescido um pouco mais o potencial de aprender do seu cérebro.

III – Como argumenta seu inimigo?

Posso considerar esse motivo o principal. Afinal, como se argumenta de algo que não se tem o conhecimento?  “Conhecer a estratégia do outro também faz parte do entendimento da sua própria estratégia.” Funciona exatamente assim, se você não quer ler um livro por que ele está fora da sua zona de conforto, você pode acabar deixando de entender outras formas de ver as coisas e que pode até v ir a ser útil para você em algumas situações. Por exemplo, se você não está acostumado a ler romances de época, ler um pode ser útil para você entender a narrativa e, quando alguém te perguntar o motivo de não gostar desse tipo de livro terá uma boa justificativa e elementos para fazer uma crítica. Então, ao invés de simplesmente dizer “não gosto dos livros desse gênero” você poderá dizer “não gosto desse tipo de livro por tais motivos, acho esses pontos negativos e a minha crítica é essa.”

 

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IV – Resiliência

Na vida vamos ter sim que passar por situações onde a leitura pode não parecer tão agradável assim. Teses de doutorado, manuais técnicos e até escritos filosóficos. “Ler um livro que você não gosta pode te ajudar a enfrentar essa quase inevitável tarefa de convencer-se a dar conta de um texto que você realmente precisa ler, independente do seu gosto pessoal por ele”. O significado de resiliência é estar pronto para, depois de cair, levantar, dar a volta por cima. Ler pode ser também considerado um tipo de exercício, que ás vezes pode ser cansativo e não tão prazeroso, mas que quando persiste pode garantir um bom resultado no final.

 

V – A jornada do leitor

Ser leitor faz você se tornar uma pessoa literariamente mais cheia de experiências. O seu modo de encarar o mundo e os próximos livros estará para sempre influenciado por cada uma das experiências de leitura pelas quais você passou. Construir-se como bom leitor implica em passar por dificuldades, se arriscar iguais aos personagens. Quando você lê um livro que “não gosta”, entra em uma aventura diferente do habitual,
conhecendo novos universos, novos meios de escrita e narrativa, estilos de personagens diferentes, uma história talvez em uma época diferente com costumes diferentes, e muitas outras coisas para se descobrir. Mesmo que seja só para ter a certeza de que certo tipo de livro não te agrada ou que um autor não te agrada. Eu já li um livro que “não gostava” e acabei gostando!
Caso tenham curiosidade ou não, vou contar mesmo assim. O livro se chama Germinal, da Emile Zola que narra sobre a revolução social. Tive que ler na escola para uma prova final e acabei gostando e muito do livro! Ás vezes a persistência em algo desconhecido acaba se tornando algo bom no final.
Saiba mais sobre o livro “Germinal”: Aqui.

Esperamos que tenham gostado dos motivos e que eles inspirem vocês quando eu falar dos livros que caem no vestibular desse ano!’
Por Cherry Stephany

 

PLUS !

É claro que se pudesse, o leitor escolheria o livro de acordo com a sua vontade ou afinidade, mas como isso ainda está longe de acontecer, embora algumas escolas já adotem literatura contemporânea como forma de aprendizado paralelamente à lista obrigatória exigida pelo MEC,  esperamos que todas as dicas sejam proveitosas, e que a leitura obrigatória que era a princípio é um martírio iminente, se torne uma grata surpresa e lhe traga um novo olhar, quebrando paradigmas!

Lista – Os mais pedidos nos últimos vestibulares

Separamos alguns livros da lista dos mais pedidos, segundo a Fuvest. Confira:

Viagens na Minha Terra – Almeida Garrett. A obra do escritor português coloca questões de caráter político em uma narrativa romântica, o que aumenta o apelo popular.

Til – José de Alencar. Um dos principais nome do romantismo brasileiro, José de Alencar coloca certo teor crítico na obra, apresenta problemas morais e sociais.

Memórias de um Sargento de Milícias – Manuel Antônio de Almeida. O autor teve um carreira curta, morreu com apenas 31 anos. É lembrado pelo romance que foge das características tradicionais do romantismo.

Memórias Póstumas de Brás Cubas – Machado de Assis. O narrador é também protagonista e conta sua própria história depois de morto. O livro é um dos mais importantes do realismo.

O Cortiço – Aluísio Azevedo. Importante livro do naturalismo, O Cortiço apresenta o comportamento humano de forma realista, descrevendo as reações dos personagens como animalescas. Os aspectos sórdidos da vida humana são expostos.

-A Cidade e as Serras – Eça de Queiróz. Na obra do autor português, a vida no campo e a vida na cidade são comparadas, apresentando as vantagens e desvantagens.

-Vidas Secas – Graciliano Ramos. O romance de Graciliano mostra a vida de uma família de retirantes que sofre com a seca e com a exploração.

-Capitães da Areia – Jorge Amado. Uma das obras mais importantes do autor, Capitães de Areia coloca em foco a questão dos menores de rua, vista da perspectiva social.

-Sentimento do Mundo – Carlos Drummond de Andrade. A obra reúne poemas do modernista Drummond, que utiliza linguagem coloquial e versos livres. O autor não deixa de lado sua terra natal, apesar de estar morando no Rio de Janeiro na época, “Confidência do itabirano” está no livro.

Não podemos deixar de citar: Dom Casmurro, O Alienista (ambos de Machado De Assis), O Mercador de Veneza (Shakespeare), Senhora, Iracema, Lucíola e A Pata da Gazela de José de Alencar, Os Lusíadas de Luis de Camões, O Primo Basílio de Eça de Queiróz, Macunaíma de Mario de Andrade, dentre outros.
No nosso site temos resenhas sobre alguns desses livros, pesquise o título do livro na barra ‘Procurar’ e conheça um pouco mais, são algumas formas de escolher o livro, conhecendo um pouquinho do seu conteúdo e a opinião da equipe do Leitores Depressivos. Não se preocupe, não costumamos publicar spoilers, mas se algum fato for indispensável ou já tiver sido mencionado em sinopse, colocamos sempre o Alerta.
Boa leitura e boa sorte no vestibular e Enem!

Plus e Edição  ~M