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Os 13 Porquês: Conheça a história do livro e a série incrível do Netflix!

Os 13 Porquês: Conheça a história do livro e a série incrível do Netflix!

Conheça Hannah. Hannah Baker. Uma garota não muito diferente de qualquer outra do ensino médio. Ela tem sonhos, paixões, pressões familiares e tantas outras coisas dos quais se preocupar. E assim como muitas outras garotas, Hannah é uma vítima de bullying. E, infelizmente, como em muitos casos, ela tirou sua vida. Em uma adaptação do livro “Os 13 porquês”, do autor Jay Asher, a série “13 reasons why” está tirando o sono de muita gente. Com um acerto em cheio, não há como negar que o Netflix acaba de lançar uma de suas melhores séries originais até o momento.

 

Oi, é a Hannah. Hannah Baker. Isso mesmo. Não ajuste seu… o que quer que esteja usando para ouvir isso. Sou eu, ao vivo e em estéreo. Sem promessa de retorno, sem bis, e, desta vez, sem atender a pedidos. Pegue um lanche. Acomode-se. Porque vou contar a história da minha vida. Mais especificamente por que minha vida terminou. Se você está ouvindo esta fita… você é um dos porquês”.

 

A HISTÓRIA

Tanto a obra como a série, seguem, em termos gerais, esta linha de raciocínio, abordando a temática de formas relativamente distintas, mas com o mesmo objetivo de levantar a discussão sobre o bullying, uma questão ainda pouco discutida.  Bom, vamos aos principais fatos que deram vida a obra e à série. Como a própria sinopse nos conta, ao voltar da escola, Clay Jensen encontra na porta de casa um misterioso pacote com seu nome. Dentro, ele descobre várias fitas cassetes. O garoto ouve as gravações e se dá conta de que elas foram feitas por Hannah Baker, uma colega de classe e antiga paquera, que cometeu suicídio duas semanas atrás.
Nas fitas, Hannah explica que existem treze motivos que a levaram à decisão de se matar, sendo cada um desses associados a uma pessoa especifica, incluído o próprio Clay. Agora ele precisa ouvir tudo até o fim para descobrir como contribuiu para esse trágico acontecimento.
Como podemos ver, o objetivo de Clay é embarcar em uma jornada, em sua maior parte extremamente dolorosa, para entender o que levou Hannah a se matar.  Isso, através de 13 fitas que não apenas justificam sua morte, mas que também apontam seus principais contribuintes.

 

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Confira o pôster da série:

 

 

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LIVRO X SÉRIE

A construção da jornada de Clay é abordada de forma bem diferente na série, em que um universo muito mais amplo é explorado. Diferente da obra de Jay Asher, que busca focar exclusivamente nos porquês de Hannah, a série explora, além dos porquês, também as consequências que se formam a partir das fitas e da própria morte de Hannah. Ou seja, enquanto o livro busca focar muito mais em contar acontecimentos passados, a série fará uma comparação entre passado e presente (pós morte de Hannah). Por conta disso, é compreensível que a participação de personagens pouco explorados no livro, passam a serem muito mais ativos na série.

Um bom exemplo disso são os outros “acusados” nas fitas. Assim como no livro, a série é narrada por Clay e Hannah, sendo eles claramente os principais personagens da trama. Entretanto, também veremos fortes acontecimentos dos outros personagens das fitas e a forma que estes estão lidando com as acusações de Hannah. Outro caso bem explicito é a questão do julgamento contra a escola. Por conta de o livro explorar apenas Clay ouvindo as questões passadas, não há muito espaço para a participação dos pais de Hannah. Não que não tenha sido possível que eles realmente terem optado por processar o colégio (seria algo bem justificável na vida real), mas não é tema de discussão do livro.

 

Sinopse e capa do livro:

 

“Ao voltar da escola, Clay Jensen encontra na porta de casa um misterioso pacote com seu nome. Dentro, ele descobre várias fitas cassetes. O garoto ouve as gravações e se dá conta de que elas foram feitas por Hannah Baker, uma colega de classe e antiga paquera, que cometeu suicídio duas semanas atrás. Nas fitas, Hannah explica que existem treze motivos que a levaram à decisão de se matar. Clay é um desses motivos. Agora ele precisa ouvir tudo até o fim para descobrir como contribuiu para esse trágico acontecimento.”

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Capa do livro

 O tempo também é um fator distinto entre livro e série. Visto que o livro é centrado nos porquês de Hannah, não há a necessidade, em questões de texto mesmo, estender a jornada de Clay. Ou seja, ele ouve as fitas em um percurso de tempo muito mais curto que na série, que, obviamente, por conta de seu roteiro muito mais amplo, requer que Clay ouça em um passo muito mais lento as fitas. Muitas outras questões foram adaptadas ou simplesmente modificadas, mas, de longe, a mudança mais chocante é a forma em que Hannah se mata. Diferente do livro, em que Hannah toma remédios, a série optou por uma abordagem muito mais sangrenta. Podemos talvez presumir que, além do impacto cinematográfico de uma morte com muito mais sangue, talvez o objetivo era mesmo criar esse choque no telespectador.

CRÍTICA DA SÉRIE

Não há como assistir essa adaptação e não apontar algumas questões críticas. Pode não ter sido a primeira vez que a questão do bullying foi abordado pela mídia, mas foi com certeza a primeira vez em que a vimos em tão larga escala. As redes sociais foram dominadas e com certeza penetrou nas casas de muita gente.
Além de levantar a questão do bullying, a série conseguiu adaptar o livro de uma forma em que o telespectador realmente se identificasse com a trama, isso, através não apenas de um bom roteiro adaptado, mas também uma ótima escolha de elenco. As pessoas conseguiram se enxergar nos personagens, nos comportamentos mais explícitos, até os mais banais. Além disso, ele apresentou uma série de aprendizagem, como o fato de que a depressão não carrega um “rosto”. Ela pode ser encontrada em qualquer pessoa, desde a mais linda, popular e “perfeita” da turma, até a pessoa mais socialmente afastada. Além disso, buscou nos ensinar que cada um tem sua vida, seu contexto e sua verdade, em que não cabe a nós interferirmos ou julgarmos. Ela também buscou nos mostrar como é importante nos enxergarmos como seres humanos que não apenas respiram, mas que sentem, sentem muito, e que estão sujeitos a enfrentarem dados situações de “n” formas diferentes. Outra questão que foi muito bem abordada é como nós mesmo também podemos ser um dos “porquês”, com ou sem intenção. Que nós também podemos ser influenciados pelo “bando” e que esquecemos muito do próximo ao longo deste percurso.

AJUDA

Um dado curioso que percebemos em relação a morte de Hannah é que ela compreendeu que, ao se matar, ela na verdade estava assumindo controle em relação a sua vida. As pessoas não teriam mais a capacidade de machucá-la. Infelizmente, são muitas as situações em que o comportamento de Hannah se repete na nossa realidade atual.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, o suicídio já é a segunda maior causa de mortes entre os jovens, sendo o bullying um dos principais motivos. Além disso, só nos Estados Unidos, cerca de 160 mil estudantes deixam de ir para a escola diariamente por conta do bullying. O bullying ainda é um tema considerado “tabu” nas mesas de discussão, tendo poucos lugares para buscar ajuda. No Brasil, por exemplo, são pouquíssimos os exemplos. Entretanto, não podemos deixar de reforçar o discurso de que a pessoa precisa e deve procurar ajuda.

Assista ao Trailer:

 

O autor:

Jay Asher é um escritor americano contemporâneo de romances adolescentes. Ele nasceu em Arcadia, Califórnia em 30 de Setembro de 1975. Cresceu numa família que o encorajou em todos os seus hobbies, de tocar guitarra à escrever histórias. Ele escreveu o livro “Os 13 Porquês” (Thirteen Reasons Why), Piper, What Light, O Futuro de nós dois ( The future of Us).

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O escritor Jay Asher

A produção da série  é da atriz/ cantora Selena Gomez em conjunto com o Netflix e é um dos maiores sucessos da atualidade. Recomendamos!

Por Yasmin Marie
Edição ~M