Blog : J.R.R.Tolkien

‘Árvore e Folha': conheça esse livro incrível com contos de J.R.R. Tolkien!

‘Árvore e Folha': conheça esse livro incrível com contos de J.R.R. Tolkien!

“Contos de Fadas não são só para crianças, quem já leu Tolkien sabe disso.”

‘Árvore e Folha’, do original ‘Tree and Leaf’, reúne os contos ‘ Sobre Contos de Fadas’ e ‘Folha, de Migalha’. O livro traz um ensaio do autor sobre o mito das fadas e outros seres fantásticos, personagens originalmente presentes em contos infantis, mas que receberam uma conotação especial no universo Tolkien. Não por coincidência, seu melhor amigo, o autor C.S.Lewis também embarcou nesse universo, dando às fadas e elfos, um destaque fenomenal. No primeiro conto, Tolkien faz uma palestra para estudantes universitários de St. Andrews, em 1938, e no ensaio  intitulado ‘Subcriação’, ele se aprofunda na origem dos contos de fadas, desde a sua definição no dicionário Oxford, até as citações da literatura fantástica clássica e contemporânea.
Embora Tolkien tenha escrito este conto entre os anos de 1938 e 1939, quando ainda fazia os primeiros rascunhos de ‘O Senhor dos Anéis’, o autor cita que sequer sabia do que fora feito de Gandalf e quem era Passolargo, sendo o conto publicado no ano de 1947. O livro reunindo os contos, era uma aventura literal, que nem o autor, nem O Hobbit, poderiam prever o resultado. Nesse viés, o autor narra o seu processo criativo, quando acordou com o conto na cabeça e escreveu enxergando um Álamo de grandes galhos, um rascunho da Árvore que via em seus sonhos. Nessa proposta, o autor discorre sobre outros autores da literatura e como inseriram o elemento fantástico das fadas e elfos em suas histórias, da evolução de pequenos seres para os citados em suas obras, com contornos mais importantes, como figuras importantes que lutam e não só povoam os contos inocentes da infância. Faz um paralelo com outras histórias fantásticas de mitos nórdicos e até de sonhos fantásticos, como Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll. Tolkien entrou por um filão pouco explorado do universo das fadas naquela época, trazendo elfos e seres místicos da floresta  para o universo adulto, criando uma marca, um novo mundo fantástico, onde os leitores puderam ingressar e se envolver em suas aventuras. Podemos dizer o mesmo dos anões, que deixaram de ser criaturas frágeis e limitadas (até mesmo deficientes), para se tornarem guerreiros destemidos, enfrentando criaturas infinitamente mais poderosas, se tornando reis e lutando contra dragões, orcs e gigantes. A imaginação do autor é descortinada nesse ensaio e podemos ter uma pequena noção do manancial criativo inesgotável desse mestre da literatura fantástica.
A segunda parte do livro é dedicada ao conto ‘Folha, de Migalha’. O personagem central do conto é Migalha, um homenzinho insignificante que morava muito longe da cidade, no campo, em uma casinha simples, sem esposa ou filhos. O seu único dom era a pintura, mas sem muita técnica ou expressão artística, pintava porque gostava. Migalha se dedicava a pintar quadros que ninguém via, de paisagens que só ele conhecia, quadros estes que nunca eram finalizados. Migalha era um pintor exigente, perfeccionista e nunca terminava sua tela grande, sempre tinha algo para acertar ou refazer, nunca se agradava, mas ao mesmo tempo, amava a sua pintura. Tinha um vizinho, um homem manco, chamado Paróquia, que era casado e como Migalha, vivia de forma simples no campo. Um dia, após uma chuva torrencial, Paróquia chama Migalha e avisa que sua esposa está doente e que precisa de ajuda, pois manco, não poderia subir e descer escada ou carregar sua esposa no colo. Pede que Migalha chame um médico e traga um pedreiro para consertar o telhado que após um forte vento, teve várias telhas arrancadas, causando um vazamento, o que provocou a febre de sua esposa. Pede ajuda para consertar o telhado, afinal Migalha tinha lona, tela, tintas e outros materiais que usava para fazer as suas pinturas, que Paróquia considerava ‘idiotas’, mas Migalha jamais daria qualquer de seus materiais de pintura, afinal tinha que finalizar a sua tela. Com muito custo, Migalha foi à cidade, chamou o médico e o pedreiro, mas como houve uma forte chuva, na volta da cidade, foi surpreendido  e ficou encharcado. Com isso, acordou também doente, porém seu vizinho não se importou, nem foi grato. Depois de alguns dias doente, Migalha conseguiu levantar e recebeu a visita de homens misteriosos que diziam que ele burlou a lei, quando poderia ter cedido materiais e lonas, que tinha em sua casa para ajudar o vizinho e não o fez, com isso a casa do vizinho foi destruída, e tal violação lhe custaria caro. Migalha foi obrigado a fazer uma viagem de trem, tudo tão rápido que sequer conseguiu levar mala. Após passar por várias estações, Migalha passa mal e desmaia, sendo levado a um local misterioso, onde ficou isolado e perdeu a noção do tempo. Quando conseguiu ter algum contato com pessoas, não tinha a noção exata de onde estava, era examinado, dormia, acordava e fazia vários trabalhos forçados de forma mecânica, já não pensava em seus quadros. Depois de um tempo, os responsáveis pelo local chegaram à conclusão de que ele estava pronto para passar para uma nova fase e Migalha se lembra do vizinho Paróquia e de como foi egoísta, não querendo ajudar a princípio e mesmo ajudando, não cedeu os materiais que poderiam ter evitado o estrago na casa do vizinho. Um tempo depois, Migalha pede notícias do vizinho Paróquia, mas não tinha contato com ninguém, apenas ouvia vozes e sabia identificar a primeira e a segunda voz, que sempre falavam de seu caso, e decidiram dar a ele ‘um tratamento suave’. Depois disso, Migalha é dispensado e levado pelo carregador até a estação, onde entra no trem para outra viagem incerta, chega a uma estação de trem  e vê uma bicicleta com o seu nome escrito. Ele sobe as planícies de bicicleta até chegar a um campo lindíssimo e  avista a sua árvore terminada, a mesma árvore de seu quadro. Contemplou a árvore, se afastou, entrou na floresta, mesmo assim continuava vendo a árvore, ela estava terminada, mas não acabada. Nesse momento, Migalha pensava que precisava de ajuda para acabar a sua árvore, lembrou-se do vizinho Paróquia, andou um pouco e então, como mágica, vislumbrou o vizinho em uma casinha no meio do campo e os dois trabalharam juntos na tarefa de acabar a árvore de Migalha. O vizinho se desculpou por sua negligência e egoísmo, afinal Migalha se arriscou no temporal para socorrer a sua esposa e trazer um pedreiro para consertar o telhado, e quando Migalha adoeceu, Paróquia sequer foi visitar, deixando o vizinho abandonado, havia sido ingrato. Migalha e Paróquia se perdoam e trabalharam juntos, não se sabe por quanto tempo. Depois encontraram na floresta todos os elementos do quadro de Migalha, a fonte no coração da floresta, as flores e a grande árvore, que estava em floração. Com o trabalho terminado Migalha decide partir, porém Paróquia quer esperar a esposa que ainda estava em tratamento, no local misterioso onde estiveram. Paróquia se desculpa com Migalha pelas vezes que chamou os seus quadros de borrões idiotas e Migalha parte com um pastor, para destino incerto. Foi aprender sobre ovelhas, pastagens, caminhando sempre mais para o alto. As vozes que Migalha não identificava eram conselheiros, e estes, discutem sobre o destino dado a Migalha e seus vizinhos, tudo que aconteceu a eles pela ganância e inveja, pois um dos conselheiros cobiçava a casinha de campo de Migalha, que não tinha família, nem herdeiros. O que sobrou do quadro de Migalha, foi um pedaço da tela com o desenho de uma folha da árvore, um dos conselheiros não conseguiu tirar da cabeça o pedaço de tela rasgado que encontraram no campo. Penalizado, emoldurou e enviou o pedaço da tela para o museu municipal, onde a ‘Folha de Migalha’ ficou exposta durante muito tempo, mas poucos a viam, sendo perdida um tempo depois, num incêndio que destruiu o museu. Os dois conselheiros conversam sobre o local para onde foram enviados Migalha e seus vizinhos, apelidado de Paróquia do Migalha. E riram alto.

Confira a sinopse e capa:

lic4

Foto da capa do livro via instagram @eliz_anjo

“Este volume inclui o ensaio Sobre Contos de Fadas e o conto Folha, de Migalha (Leaf by Niggle). Em seu ensaio Sobre contos de fadas, Tolkien discute a natureza dos contos de fadas e da fantasia e resgata o gênero que alguns pretenderam relegar à literatura infantil. Isso é ilustrado de maneira hábil e refinada por Folha, de Migalha, conto fascinante que narra a história do artista, Migalha (Niggle), que “precisa fazer uma longa viagem”, e é visto como uma alegoria à vida de Tolkien. Escritas na época em que O Senhor dos Anéis estava tomando forma, essas duas obras mostram a maestria de Tolkien e sua compreensão da arte de subcriação, ou seja, o poder de dar à fantasia a “consistência da realidade”.

Mais informações sobre o livro ‘Árvore e Folha': Aqui.

arvore1

Foto do livro via instagram @eliz_anjo

No final do livro é esclarecido tudo que acontece em decorrência da maldade humana, inveja e ganância. Não se sabe ao certo se Migalha enlouqueceu ou morreu, mas é certo que ele nunca mais saiu de seu próprio quadro.
É um livro curtinho, li em 3 horas e fiquei pensando em tantas lições que o autor nos ensina, como devemos ser solidários, amar o próximo, ser disponíveis para ajudar, não sermos egoístas, gananciosos ou ingratos, enfim, em um pequeno conto ele nos ensina muito sobre o ser humano. As coisas simples como a beleza da natureza, a vida no campo, as relações humanas, todo esse ensaio permeou outras viagens de Tolkien, viagens inesperadas, onde ninguém voltaria a mesma pessoa ou do mesmo jeito, se voltasse!
Migalha foi o rascunho perfeito para Bilbo Bolseiro e para Lá e de  Volta outra Vez. Reza a lenda que é uma alusão a vida do próprio Tolkien.
Quem sabe?  Tudo é possível.
Mas a árvore marcou a visão do autor, tanto que encontramos o álamo em outras aventuras.
Essa edição foi publicada pela Editora WMF Martins Fontes, com uma capa muito bonita, uma tradução muito bem feita (por um membro da Tolkien Society), é um livro leve com um excelente acabamento, vale a pena ler!
Recomendo!

Por ~M

 

 

Notícia: O ator Richard Armitage virá ao Brasil para a pré- estreia do filme “O HOBBIT: A BATALHA DOS CINCO EXÉRCITOS”!

Notícia: O ator Richard Armitage virá ao Brasil para a pré- estreia do filme “O HOBBIT: A BATALHA DOS CINCO EXÉRCITOS”!

A Comic Con Experience confirmou a presença do ator Richard Armitage, o Thorin, na pré-estreia de “O Hobbit – A Batalha dos Cinco Exércitos”,  no Brasil.
north2
A première será dia 07 de dezembro e após a exibição será montado um painel especial da Warner Bros. com o ator. Esse é o terceiro filme inspirado no livro homônimo de J. R. R. Tolkien e encerra a franquia. Com data de estreia prevista para 11 de dezembro, a direção é de Peter Jackson, com Martin Freeman, Ian McKellen, Andy Serkis, Hugo Weaving, Christopher Lee, Ian Holm, Orlando Bloom, Stephen Fry, Luke Evans e Evangeline Lilly no elenco.
Enquanto aguarda essa estreia tão esperada, confira o trailer final do longa:

Ansiosos?
Por Cherry Stephanie
Edição ~M
Fãs de “O Hobbit” podem jogar cena do filme ‘A Desolação de Smaug’, confira!

Fãs de “O Hobbit” podem jogar cena do filme ‘A Desolação de Smaug’, confira!

0000smaug

Para quem assistiu, irá assistir ao filme, inspirado na obra homônima de J.R.R. Tolkien, ou até mesmo para quem não irá assistir, surgiu a oportunidade um pouco mais interativa para o fãs, de vivenciar uma das cenas do filme online. O jogo se chama “Fuga no Barril”, e aparentemente não é muito fácil, porém bem interessante de  jogar. É preciso instalar um plugin para jogar, que está disponível na própria página do jogo.

0ohobit2

0hobit1

Como jogar:

Para se aventurar no jogo  e proceder a instalação, basta clicar em http://barrelescape.thehobbit.com/?lang=pt-br

 

Pra quem ficou curioso, confira no trailer abaixo a referida cena reproduzida no jogo :

 

E você, já assistiu o filme? O que espera da continuação? Aprovou as mudanças da adaptação? Nos dê sua opinião.

Por Barbara Weltson

Tolkien & Lewis: O filme que conta a história da amizade entre J.R.R. Tolkien e C.S. Lewis!

Tolkien & Lewis: O filme que conta a história da amizade entre J.R.R. Tolkien e C.S. Lewis!

tolkienelewisfilme2-1024x419

Os fãs de J.R.R.Tolkien e C.S. Lewis (que escreveram, respectivamente, O Senhor dos Anéis e As Crônicas de Nárnia),podem comemorar. Um filme contando a história de dois dos maiores escritores do século XX, está previsto para ser lançado na páscoa de 2015. O diretor britânico Simon Westassina a diração e o roteiro será de Jacqueline Cook & Paul Bryan, produção de Wernher Pramschufer e co-produção de Mark Cooper (que trabalhou em diversos projetos famosos, como no filme Chocolate, ao lado de Johnny Depp).
C.S. Lewis já ganhou um filme contando sua trajetória em 1993. Ele foi interpretado por Anthony Hopkins (Drácula de Bram Stoker, O Ritual, Hannibal e Thor). Já Tolkien nunca recebeu nenhum filme biográfico, pois seus descendentes buscam preservar a imagem do escritor e de sua obra, sendo avessos até mesmo aos filmes que foram lançados baseados nos livros que o autor escreveu, gerando diversas brigas judiciais. Existe uma biografia que conta a história de amizade entre os autores intitulada Tolkien e C. S. Lewis – O Dom da Amizade, escrita por Colin Duriez.

John-Ronald-Reuel-Tolkien-10

J.R.R. Tolkien

c-s-lewis-primeiros-encontros-com-a-alegria

C.S. Lewis

Além da notícia da produção e um cartaz de divulgação, um resumo do filme também foi publicado:

” Tolkien & Lewis é um drama biográfico que se passa durante a guerra na Grã-Bretanha, em 1941, revelando como J.R.R. Tolkien e C.S Lewis tornaram-se os autores de fantasia mais importantes do mundo. Ambos são superstars literários, conhecidos em todo o mundo como os criadores da Terra-média e de Nárnia. Mas poucos sabem da importante e complexa amizade entre estes dois brilhantes autores e estudiosos de Oxford. Sem a amizade, eles nunca poderiam ter escrito seus amados clássicos, O Senhor dos Anéis ou O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa. Enquanto cada um ajuda o outro: Tolkien a enfrentar seus pesadelos psicóticos e Lewis redescobrir sua criança interior – sua amizade parece mais profunda do que nunca. Mas mesmo as amizades mais fortes são testadas. Quando Lewis revela seus contos de Nárnia e se projetou nos holofotes com discursos religiosos na rádio BBC, Tolkien desperta suas inseguranças. Ciúme, neurose, e as questões de fé agora ameaçam sua amizade. Algumas amizades duram para sempre. Outras duram até que não sejam mais necessárias…”

AttFlm_Int_quad_TolkienandLewis_v4.indd

Segundo o diretor britânico Simon West:

“Tendo crescido na Inglaterra, eu me tornei um grande fã das obras de J.R.R. Tolkien e C.S. Lewis. Até mesmo recriei algumas cenas de O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa em um filme de 8 milímetros que fiz quando era adolescente. O fato de os dois escritores da fantasia mais imaginativos do século XX serem amigos foi uma coisa marcante para mim. Sentia que sua história tinha que ser contada, e não de uma forma acadêmica, seca e empoeirada, mas com todas as maravilhas e emoções que contêm nos livros deles.

“Os dois homens eram muito diferentes, mas eles compartilharam muitas experiências em comum, incluindo o horror da Primeira Guerra Mundial. Eles usaram suas narrativas para exorcizar demônios, e, por um tempo, o seu amor pelo mundo antigo e sua fé religiosa os uniu. Mas a tensão que crescia entre eles era tão dramática como qualquer um de seus romances, e sua luta para completar os livros que os tornaram famosos em todo o mundo teve o mesmo nível de suspense. Este filme é um estudo de caráter de duas grandes mentes criativas, mas também um passeio de montanha russa para o público.
A jornada emocional de ambos os autores é a espinha dorsal do filme, e a versão mais previsível seria o clássico drama de época inglês e que já vimos tantas vezes. Tomarei o caminho oposto. Pretendo usar efeitos visuais gerados por computador, movimentos imaginativos de câmera e um estilo cinematográfico contemporâneo, para dar vida a esta história da forma mais emocionante possível. Independente se você já ouviu falar desses homens, ou se já leu os seus livros, o filme será uma experiência emocionante e comovente, e para todas as idades.
Um dos aspectos mais interessantes desta história é como a vida de ambos os escritores começou com um tipo de relação e terminou de forma muito diferente. Quando começamos a história, Tolkien é um homem feliz, confiante. Cercado por sua família amorosa, é bem sucedido em seu trabalho como professor em Oxford e já se estabeleceu como o autor de O Hobbit. Sua vida parece perfeita.
Enquanto isso, Lewis está lutando. Ele não conseguiu a cátedra em Oxford, talvez por causa de sua relação pouco ortodoxa com a mãe de seu melhor amigo falecido. Foi sexual ou um estranho complexo materno? O sistema de Oxford considerava-o um estranho. Nascido na Irlanda do Norte, Lewis perdeu a mãe muito cedo e foi ignorado pelo pai. Enviado a colégios internos e frustrado em algumas de suas ambições acadêmicas, ainda não era um escritor de sucesso, certamente não em comparação com Tolkien. Lewis foi um ateu convicto por anos, mas Tolkien ajudou-o a recuperar sua fé, e, por isso, sua amizade começou.
O filho de Tolkien vai lutar na Segunda Guerra Mundial, o que lhe trouxe de volta as memórias traumáticas da guerra. Isto, inevitavelmente, o leva a um bloqueio, e como escritor, não pode terminar seu último livro, O Senhor dos Anéis. No entanto, Lewis é recrutado pela BBC para realizar transmissões para inspirar a nação e se torna uma celebridade. O relacionamento entre ambos azeda quando Lewis termina rapidamente As Crônicas de Nárnia, invadindo o que Tolkien considerava seu território estilístico.
A dinâmica entre estas duas grandes mentes é fascinante e comovente. Uma vez que eles eram grandes amigos e se apoiavam mutuamente. No final, talvez por serem muito semelhantes, havia muitos machos alfa no grupo.”

Segundo Alister McGrath, um dos principais biógrafos de C.S.Lewis, a causa do rompimento da amizade entre os dois, foi o casamento secreto de Lewis com uma americana divorciada chamada Joy Davidman, casamento este que causou perplexidade em todos os amigos e parentes de Lewis, por ter ocorrido para que Joy obtivesse o visto definitivo para permanecer na Inglaterra, já que o seu visto temporário havia expirado. Joy era editora e auxiliava Lewis com o seu livro e muitos diziam à época que ela tinha interesse nos bens de Lewis, que era um solteirão idoso, rico e famoso. O importante é ver como essa amizade trouxe tanta criatividade à tona, nos livros que fascinam leitores e fãs há décadas.

O que nos resta é aguardar mais notícias sobre o lançamento!

 

 

Fonte: Tolkien Brasil e Valinor.com.br

Por Keila Lima
Edição ~M

Lançamento no Brasil: O último livro de J.R.R. Tolkien “A queda de Artur”

Lançamento no Brasil: O último livro de J.R.R. Tolkien “A queda de Artur”

CLH1.WK.Of.1207.Tolkien1.Q.0

   Christopher Tolkien, filho e curador da obra do escritor J.R.R. Tolkien, decidiu publicar postumamente o último livro  de seu pai, o escritor de uma das sagas mais famosas do mundo:’O Senhor dos Anéis’, dentre outros. Após muito relutar, Christopher decidiu lançar a última obra de  J. R. R. Tolkien. O livro chama-se “A Queda de Artur”. Em seu último trabalho, Tolkien deixa de lado a mitologia que ele criou na  Terra Média e escreve sobre uma outra lenda popular, a do Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda.
O livro, que está sendo lançado pela editora Martins Fontes, foi inspirado texto do século 14, conhecido como “Morte Arthure”.

Confiram a capa e a sinopse do livro:

A-queda-de-artur(1)

Sinopse:

“A Queda de Artur”, única incursão de J. R. R. Tolkien nas lendas do rei Artur, pode ser considerada sua empreitada mais primorosa e competente no uso da métrica aliterante do inglês antigo, em que ele acrescentou à sua percepção das antigas narrativas um sentido da natureza ameaçadora e fatal de tudo o que é contado: a expedição de Artur a longínquas terras selvagens, a fuga de Guinevere de Camelot, a grande batalha naval na volta de Artur à Grã-Bretanha, a descrição do traidor Mordred, as dúvidas que atormentavam Lancelot em seu castelo francês.”

Ronald Kyrmse, tradutor da história para o português, comentou sobre a tradução feita:

‘Tolkien tornou legível ao leitor atual uma lenda medieval considerada difícil. Ele resgatou a forma do inglês arcaico sem se tornar incompreensível.’

O livro foi lançado nos EUA em maio desse ano. A queda de Artur, que foi escrito em 1930, é um longo poema escrito por J. R. R. Tolkien antes de “O Hobbit”. O livro permaneceu inacabado e parte das dezenas de caixas de material foi deixada a Christopher Tolkien, que ficou encarregado de editar e publicar os textos inéditos do pai.  O livro, ‘The Fall of Arthur’, no original em inglês, contém notas e comentários de Christopher Tolkien.

Por Barbara Weltson.