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Editora Nova Fronteira lança box com as grandes obras de Jane Austen em evento no Rio de Janeiro!

Editora Nova Fronteira lança box com as grandes obras de Jane Austen em evento no Rio de Janeiro!

Orgulho e Preconceito, Razão e Sentimento e Emma são os títulos escolhidos para compor a obra!
Em homenagem ao bicentenário de morte de Jane Austen, a Nova Fronteira está lançando um box com três dos mais importantes livros da escritora: Orgulho e Preconceito, traduzido pelo prestigiado Lúcio Cardoso, Razão e Sentimento e Emma, com a requintada tradução do poeta Ivo Barroso.
A Editora marca o lançamento com um evento imperdível no Rio de Janeiro, com a presença da nossa equipe, bem como leitores e fãs dessa escritora maravilhosa.

Sobre o evento:

Data: 30/06
Horário: 19h
Local: Travessa Botafogo, Rua Voluntários da Pátria, número 97, Botafogo, Rio de Janeiro (ao lado do metrô).
No evento teremos atividades com quiz, sorteios de livros / brindes e leitura de textos. Será um evento interativo com o público, não perca!
A Obra

‘Além de ser um dos maiores nomes da literatura inglesa, Jane Austen é também considerada um símbolo do feminismo, pelas mensagens que propagava em seus romances em pleno século XIX: noções de igualdade de gêneros, liberdade de expressão e conscientização quanto à posição das mulheres na sociedade.
Orgulho e preconceito foi escrito quando Jane tinha apenas 21 anos, mas o texto original foi recusado e a autora só conseguiu publicá-lo 17 anos depois, em 1813. O título da obra faz referência ao primeiro contato entre os personagens principais da história, Elizabeth Bennet e Fitzwilliam Darcy. Quando se conhecem em um baile, Mr. Darcy se mostra indiferente e extremamente orgulhoso em relação a Lizzy, uma jovem que vivia em condições bastante diferentes das do rapaz. Os dois passam então a viver uma relação de amor e ódio. Nesta comédia de costumes, a escritora inglesa mostra os perigos do julgamento à primeira vista e evoca as amizades, fofocas e vaidades da classe média provinciana. Com mais de 20 milhões de cópias vendidas em todo o mundo, Orgulho e preconceito tornou-se um dos romances mais populares da literatura.
O livro Razão e sentimento é tido como o primeiro grande romance inglês do século XIX e narra a história das irmãs Dashwood. Após a morte do pai, elas perdem toda a herança e precisam deixar o conforto da mansão onde moravam e passam a viver em um pequeno chalé. A obra tem como foco principal a diferença entre as personalidades das irmãs. Enquanto Elinor é racional, Mariane é emotiva e totalmente passional.
O último título do box, Emma, conta a história de uma jovem rica que vive com o pai e rejeita relacionamentos, mas uma das coisas que mais gosta de fazer é ajudar a formar casais na cidade onde vive. Ela então se torna uma espécie de cupido na pequena aldeia de Hartfield e vai em busca de pretendentes para uma amiga. Nessa jornada, a inexperiência e os erros de julgamento sobre as próprias emoções rendem a Emma muitas surpresas e decepções. Poucos romancistas conseguiram transmitir as sutilezas e nuances de seu próprio meio social com a inteligência e a perspicácia de Jane Austen. E essas três grandes obras são a prova da força de sua literatura, atravessando os séculos e conquistando gerações de leitores em todo o mundo.

 

 

 

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Ficha técnica:

ISBN: 9788520938140

Formato: 15,5x23cm

Nº de páginas: 1.208

Preço sugerido: R$129,90

A Autora:

Jane Austen (1775-1817) nasceu na Inglaterra, viveu no seio de uma família da aristocracia rural britânica, mas, desde cedo, teve acesso à biblioteca de seu pai. Aos 15 anos, começou a escrever, como uma espécie de divertimento, mas não tardou a assumir definitivamente a carreira literária. Suas obras, movidas por uma ironia singular e centradas em aspectos cotidianos, adquiriram notoriedade, sendo adaptadas para o cinema e o teatro. A autora escreveu, além de romances, contos e peças teatrais.

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A Editora

A Nova Fronteira é considerada referência em qualidade editorial, além de ser uma das editoras mais respeitadas do país. Adquirida pela Ediouro em 2006, abriga em seu catálogo cerca de 3 mil títulos de autores consagrados da literatura nacional (João Guimarães Rosa, Mário de Andrade, Rubem Fonseca, Nelson Rodrigues, Carlos Heitor Cony, Caio Fernando Abreu, Millôr Fernandes) e internacional (Simone de Beauvoir, Jean-Paul Sartre, Albert Camus, T.S. Eliot, Bertrand Russell), assim como grandes nomes da literatura brasileira para crianças e jovens (Maria Clara Machado, Sylvia Orthof, Roger Mello, Walmir Ayala, Rui de Oliveira) e traduções primorosas de clássicos universais (por Barbara Heliodora, Ivo Barroso, Ivan Junqueira).’

Fonte: Editora Nova Fronteira

Por Eliz Assumpção

~M

CONFEITARIA COLOMBO CELEBRA OBRA DE JANE  AUSTEN NO BICENTENÁRIO DA MORTE DA AUTORA!

CONFEITARIA COLOMBO CELEBRA OBRA DE JANE AUSTEN NO BICENTENÁRIO DA MORTE DA AUTORA!

Você é fã de Jane Austen? Então prepare- se para essa grande surpresa que promete surpreender tanto os fãs, quanto os leitores amantes dos clássicos!

Situada no Centro da Cidade do Rio de Janeiro, a tradicional Confeitaria Colombo já é ponto obrigatório tanto para turistas, como cariocas, tanto pela sua história e arquitetura, que combina o clássico dos tempos da Belle Époque, como pelo excelente serviço, atendimento e 0 cardápio maravilhoso. Tomar um chá ou café na Colombo é uma viagem no tempo, mais precisamente no século XIX, simplesmente uma experiência ímpar. Seja pela louça impecável ou pelo piano imponente, ou quem sabe pelos lustres de cristais ou pelos belíssimos espelhos trabalhados. Pelo seu conjunto é considerada um dos mais belos cafés do mundo e sem sombra de dúvidas, faz parte do melhor da história da cidade maravilhosa. Então prepare-se para esse evento que promete!

‘Em 2017 completam-se 200 anos da morte da importante autora Jane Austen. Conhecida por romances clássicos como Razão e Sensibilidade e Orgulho e Preconceito, a escritora é aclamada por inúmeros fãs apaixonados ao redor do mundo. Para festejar a obra de Jane Austen, a Confeitaria Colombo oferece no dia 18 de julho um Chá da Tarde especial, com diversas atrações para os admiradores da britânica.

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A programação inclui a apresentação do duo musical The Biedermeiers, que executa música clássica utilizando instrumentos históricos. O evento terá ainda a participação do grupo Damas de La Botica da Jane, com figurinos de época, que vão produzir os convidados com acessórios para fotos impressas na hora. Para a gastronomia, o chef Thiago Faro prepara receitas deliciosas e super tradicionais.

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A tarde terá ainda um sorteio de edições especiais de livros da Jane Austen, realizado em parceria com a Livraria da Travessa, brindes especiais desenvolvidos especialmente pela Confeitaria Colombo, entre outras surpresas.

O Chá da Tarde especial Jane Austen acontece das 17h às 20h. O ingresso custa R$ 98.

É necessário reservar com antecedência pelo telefone 2505-1500 ou pelo email contato@confeitariacolombo.com.br.

SERVIÇO: Confeitaria Colombo
Endereço: Rua Gonçalves Dias, 32 – Centro, Rio de Janeiro, RJ. Telefone: 2505-1500.’

Por Eliz Assumpção

~M

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Lady Susan: conheça essa história incrível escrita por Jane Austen!

Lady Susan: conheça essa história incrível escrita por Jane Austen!

Já amou e odiou o personagem principal? Então se prepare, pois Lady Susan é capaz de despertar os melhores e piores sentimentos!
Esse é um livro diferente. Não só diferente entre os demais livros de Austen, mas diferentes entre tantos livros que já li. Teve sua publicação póstuma, sendo o material encontrado e catalogado pelo sobrinho de Jane, James Edward Austen-Leigh, que foi o maior biógrafo da autora. Não se trata de uma mocinha romântica, aliás, romance passa bem longe de vida de Lady Susan. Ele é uma raposa ardilosa e felpuda, pronta para devorar uma ovelhinha crédula e incauta. Esse livro revela o lado oculto das pessoas, que aparentemente são anjos, mas no íntimo, se revelam demônios cruéis!
O formato é de romance em epístolas, a autora montou uma grande trama, escrita em cartas de um personagem para outro, onde conhecemos cada um pela visão do outro, ou pela visão sincera de si mesmo, como no caso de Lady Susan e sua amiga íntima Alícia. Essas mesmas cartas, revelam as personalidades dos personagem que descrevem os seus atos, pensamentos e anseios. A protagonista, que intitula o livro, Susan Vernon, é uma viúva recente, mas de mocinha não tem nada.

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É uma daquelas paixões por anti- heróis/ heroínas inevitáveis, Lady Susan é fria, calculista, manipuladora, mas é sedução pura! A sua beleza, doçura, inteligência e persuasão são atributos fatais para qualquer pessoa. Ela sabe agradar, ser doce, gentil e tirar o melhor proveito das pessoas e situações. Tem uma visão global dos fatos e das pessoas, é observadora dos costumes e essa percepção é o segredo do seu sucesso, mas será o motivo da sua desgraça. Essa mulher, jovem ainda, mas experiente o suficiente (entre os 35 e 40 anos), é dotada de uma beleza rara, e não parece ter mais que 25 anos. Tem uma filha de 15 ou 16 anos, que ela simplesmente abomina, pela semelhança com o falecido esposo e sua família. Frederica é uma jovem tímida, infeliz, bonita, mas nem tanto comparada à mãe, mas é uma vítima da crueldade de uma mãe castradora e cruel. Lady Susan está com graves problemas financeiros, após a morte de seu esposo e tenta a qualquer custo casar a filha com um milionário, mas caso não dê certo, ela mesma fará esse sacrifício, se casando com o pretendente da filha.
Em Londres, a má fama de Lady Susan já havia se consolidado, era conhecida como viúva alegre, uma coquete, mulher que flertava com qualquer homem que a cortejasse e que fosse rico, é claro. Destruiu o casamento de uma amiga, que a hospedara e se tornara amante do marido dessa amiga. Toda essa patifaria maquiavélica é dividida com sua melhor amiga Alícia, que é mulher de caráter duvidoso, casado com um homem muito mais velho e doente, que torcia para ficar viúva, como Lady Susan e desfrutar do dinheiro da herança com seus amantes.
A situação financeira desfavorável, obriga a vilã protagonista a se mudar para a casa de seu cunhado, no interior, e isso representava uma espécie de morte. Estar em uma “roça” sem nada para fazer, se afastando da Cidade e seus prazeres, não era o que ela havia planejado.
Mas sem uma definição de seu amante, que não havia abandonado a esposa para se unir à ela e sem dinheiro, nada poderia fazer. Sua cunhada a odiava, porém tinha um irmão jovem, bonito, rico e deliciosamente manipulável: Reginald de Corcy. Lady Susan viu a oportunidade ideal para colocar seus dons em prática, poderia se divertir com o jovem, atormentar a cunhada e quem sabe, até se casar!
Nesse ínterim, sua filha Frederica, foge do colégio interno, ao saber que seria obrigada a se casar com um idiota milionário escolhido por sua mãe. Com a expulsão da escola, Frederica foi trazida por seu tio, e teve o apoio da família, que percebeu que se tratava de mais uma vítima de Lady Susan, para desespero da vilã.
Na história acontecem várias situações absurdas, que revelam o caráter bizarro de Lady Susan, ela desperta raiva, risos, amor e ódio no leitor.
É capaz de reverter qualquer situação contrária aos seus desejos, apenas com o poder da dissimulação, da persuasão e da esperteza. É incrível como Jane descreve a personagem de forma fluída e coloca de forma antagônica, o lado doce e perverso de Lady Susan. Todos os acontecimentos descritos nas cartas, revelam o quanto a ganância, a vaidade, o orgulho, a frieza e crueldade estão arraigados na sociedade há anos, não é nenhuma novidade. Jane Austen fala de adultério, desonestidade, hipocrisia, casamento arranjado, enfim, de tudo que sempre aconteceu na sociedade, de uma forma ácida e com certeza não era um assunto fácil de ser abordado na época.
Mas o final é perfeito. Pensei: será que Lady Susan terá o final que merece? Pagará por todas as suas maldades?
O final é Jane Austen sendo Jane Austen, ou seja, é tão coerente quanto a vida!
Lady Susan é muito atual, apesar de toda formalidade clássica, mas é uma Jane diferente, falando das mazelas sem filtro algum. Talvez por isso o livro não tenha sido publicado na época, por ser um assunto muito delicado para o período, existia um tabu enorme, tudo acontecia, mas não podia ser falado, quanto mais escrito.

A Editora Pedrazul fez um trabalho lindo, com uma capa bonita, uma tradução bem elaborada e recomendo a leitura deste clássico que já está sendo adaptado para o cinema, já publicamos no site uma matéria sobre esta adaptação de Lady Susan, capa e sinopse do livro.
Não perca, confira!

Recomendo!
Por ~ M

Livro ‘Lady Susan’ de Jane Austen será adaptado para o cinema!

Livro ‘Lady Susan’ de Jane Austen será adaptado para o cinema!

Algum fã de Jane Austen aqui?
Pois podem comemorar! O livro Lady Susan está sendo adaptado para o cinema.
A atriz Kate Becckinsale (Anjos da noite) será Lady Susan. Já Xavier Samuel (Eclipse) fará o personagem Reginald De Courcy.
Confiram uma foto dos bastidores:
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Outra atriz confirmada foi Chloë Sevigny (Zodíaco), que fará Alicia, melhor amiga de Susan.
A sinopse  e capa do livro:
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“LADY SUSAN, o romance epistolar de Jane Austen, nunca recebeu muita atenção dos leitores em comparação com os seus outros seis romances maiores, principalmente por ser uma obra curta. Os estudiosos de sua obra estimam que tenha sido escrito entre os anos de 1793 e 1794, quando a jovem escritora encontrava-se em seus últimos anos de adolescência e representa um hiato na totalidade da obra de Jane Austen por se caracterizar como um estudo sobre uma mulher adulta, que usa sua inteligência e charme para manipular, trair e abusar de suas vítimas, sejam elas, amantes, amigos ou os membros de sua própria família. A história de LADY SUSAN gira em torno de sua personagem principal, a bela e coquete Lady Susan Vernon (uma das melhores personagens criadas por Jane Austen, em tudo diferente às protagonistas de seus romances posteriores), uma viúva na casa de seus 30 anos, que busca um novo e vantajoso matrimônio para si, ao mesmo tempo em que tenta arranjar um casamento para sua filha com um homem rico e tolo que esta última despreza. Ela preenche sua agenda de compromissos com convites para visitas estendidas junto aos parentes de seu falecido marido e conhecidos por uma série de manobras astuciosas, de modo a atingir seu plano principal.Escandalosamente divertido e artisticamente melodramático, LADY SUSAN é um romance quase esquecido dentro do magnífico conjunto da obra de Jane Austen, menosprezado pela comparação com os seis romances maiores publicados pela escritora. Uma vez que poucos romances podem superar ou se equivaler às obras-primas de Jane Austen, LADY SUSAN deve ser aceito pelo o que realmente é: uma peça encantadora e muito divertida, elaborada por uma jovem escritora que nos apresenta personagens interessantes e provocantes E que também nos revela sua compreensão inicial das maquinações sociais através de uma linguagem muito requintada. O maior desafio de Jane Austen parece residir nas limitações do formato epistolar onde a narrativa é revelada gradativamente através da perspectiva de uma pessoa e, em seguida, através da reação e resposta do outro, o que não permiti a energia do diálogo direto ou a variação de descrições de cena ou arredores. Dadas suas limitações narrativas ainda é uma joia brilhante; inteligente, engraçado e intrigantemente mal intencionado. Um romance magnificamente trabalhado, apresentando os costumes e os modos do período da Regência inglesa que irá deliciar os entusiastas de Jane Austen com sua sagacidade e elegante expressividade. A história já foi adaptada para as mais variadas mídias, principalmente para o teatro e televisão, sendo a mais conhecida a versão de 2009, produzida pela rede de TV britânica BBC e a versão para teatro apresentada em 2012 em Nova York, em uma coprodução dos TheaterLab e Triangle Theater.

Mais sobre o livro: Aqui.
Saiba mais sobre a autora Jane Austen e sua obra, na coluna “5 Motivos Para Ler”.
Os fãs devem estar ansiosos com a novidade!
Por Cherry Stephanie
Edição ~M
O ator Benedict Cumberbatch posa de Mr. Darcy para campanha de caridade. Confira!

O ator Benedict Cumberbatch posa de Mr. Darcy para campanha de caridade. Confira!

Um novo Mr. Darcy?

O ator Benedict Cumberbatch  posou para fotos de campanha incorporando um dos personagens mais sexys do universo literário e a homenagem ainda teve o cunho solidário.  As celebridades sabem como chamar a atenção para uma boa causa, e colocando de forma provocativa, porém em nome da caridade. O ator britânico Benedict Cumberbatch fez exatamente isso em uma campanha chamada “Abandonar as roupas pelo bem”.

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O ator britânico Benedict Cumberbatch

Cumberbatch é retratado em um lago até a cintura, removendo sua roupa (A cena da camisa molhada!) e a foto em preto e branco,  foi feita pelo fotógrafo Jason Bell.  O ensaio foi publicado em setembro e fez enorme sucesso entre as fãs de Jane Austen e do ator também.

Segundo o ator:

“É tudo por uma boa causa – a campanha está arrecadando dinheiro para a pesquisa do câncer e está sendo patrocinado pelo Cancer Research UK e TK Maxx.”

Em foto sexy,  o ator de “Star Trek” e “Sherlock” incorpora Colin Firth, que interpretou Mr. Darcy na adaptação da BBC do livro “Orgulho e Preconceito” de Jane Austen.

Compare com a foto do ator Colin Firth na série Orgulho e Preconceito da BBC:

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Outras estrelas que também posaram para a campanha, segundo o site Star Pulse, a lista inclui Liam Neeson, Elijah Wood, Kate Winslet e Cynthia Nixon.

Gostaram do ensaio?

Por ~ M

Livro “Death Comes To Pemberley” vira minissérie da BBC

Livro “Death Comes To Pemberley” vira minissérie da BBC

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O famoso canal britânico BBC lançará no mês de dezembro – 26 – a nova minissérie Death Comes To Pemberley, adaptação de Juliette Towhidi da obra de P.D. James que, por sua vez, utiliza os personagens de Orgulho e Preconceito, obra de Jane Austen, para narrar sua história.

A história acompanha Elizabeth, interpretada por Anna Maxwell Martin, de The Bletchley Circle,  e o Sr. Darcy, Matthew Rhys, de The Americans, que, seis anos após os fatos ocorridos no livro de Austen, vivem em Pemberley com seus dois filhos.

No entanto, o conto de fadas que todos os leitores de Austen imaginaram, vão para água abaixo quando o casal organiza um baile, em que são surpreendidos por Lydia, Jenna-Louise Coleman, de Doctor Who, irmã de Elizabeth, que chega com a notícia de que seu marido George Wickham, Matthew Goode, de Dancing on the Edge, foi assassinado. Lembrando que no conto original de Orgulho e Preconceito, Sr Darcy menospreza profundamente Wickham. Uma investigação tem início levantando suspeitas e revelando segredos profundos e obscuros.

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No elenco também estão Rebecca Front (The Thick of It), James Fleet (Little Dorrit), Penelope Keith, Joanna Scanlan (The Thick of It e Getting On), Eleanor Tomlinson (The White Queen),James Norton, Tom Ward (Silent Witness) e Trevor Eve (Waking the Dead). Uma curiosidade da série é que a Chatsworth House, a mansão que serviu de cenário para Pemberley no filme Orgulho e Preconceito de 2005 está novamente servindo de cenário para a famosa casa de Mr. Darcy. Sendo utilizada para a mova série da BBC, Death Comes To Pimberley, já foram divulgadas algumas imagens das filmagens.

A minissérie tem três episódios produzidos pela BBC Drama em parceria com a Origin Pictures e apoio financeiro da Screen Yorkshire. Confira o trailer abaixo:

Por: Yasmin Marie

ESPECIAL: 200 anos de Orgulho e Preconceito

ESPECIAL: 200 anos de Orgulho e Preconceito

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Muitas vezes nos encontramos sonhando e imaginando como seria ter nascido em outro século. Como seria se nossas únicas preocupações eram pentear nossos lindos cabelos, tomar um bom chá inglês e apenas esperar para o maridão bater em nossa porta. No entanto, como já sabemos, a vida nunca é tão fácil assim, mesmo no século XVIII, quando nem mesmo o Facebook poderia nos causar dramas. Então talvez não precisávamos nos preocupar com o status de relacionamento do boy, mas com certeza sua renda anual e suas “conexões”. E não há lugar melhor para entender sobre tudo isso que num bom livro escrito pela aclamada Jane Austen. E mais especificamente em um de seus maiores sucessos, Orgulho e Preconceito.
Orgulho e Preconceito foi publicado em 1813, sendo um dos livros mais importantes da autora. Marcado pela astúcia e ironia, o romance é um retrato da estrutura social da Inglaterra do final do século XVIII e início do século XIX. A protagonista, Elizabeth Bennet, procura encontrar, dentro da instituição conservadora do casamento, um espaço no qual pudesse obter, além de segurança econômica, também satisfação e felicidade. Completando em 2013 exatos dois séculos, a autora ainda é favorita no mundo literário.

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De acordo com uma pesquisa realizada em 2003 pela BBC, depois de “O senhor dos anéis”, Orgulho e Preconceito é o romance preferido dos britânicos, vendendo 50.000 cópias ao ano. Em entrevista, Adriana Zardini, blogueira e dona do site “Jane Austen Sociedade do Brasil”, conta que a cada dia, mais leitores brasileiros também buscam a obra da escritora.   Zardini acredita que o sucesso dos romances de Austen se deve ao fato de poderem ser analisados e percebidos em diversas fases de nossas vidas. “Ao ter contato com Austen, pela primeira vez, você se apaixona pelos romances e pelos personagens. Depois, ao fazer outras leituras dos mesmos livros, você descobre traços marcantes das obras, de forma que você não tinha percebido antes: as sutilezas, as ironias, o retrato de sua época, a escritora proto-feminista […]”.
Já em uma matéria publicada pela revista EXAME, a popularidade do livro continua graças às incontáveis adaptações televisivas e cinematográficas. A BBC produziu duas versões televisivas, apesar de a mais recordada ser, sem dúvida, a de 1995, que transformou Colin Firth em objeto do desejo de muitas britânicas. Além da adaptação para a televisão, há também a cinematográfica de 2005 (foto-capa da matéria), dirigido por Joe Wright e estrelado por Keira Knightley, no papel de Elizabeth Bennet, e Matthew Macfadyen, interpretando Sr. Darcy.

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A versão mais famosa de Orgulho e Preconceito, feita em 1995, consagrou Colin Firth, que viveu Mr. Darcy, e Jennifer Ehle, que deu vida a Elizabeth Bennet.

Não há como negar que outra razão, muito bem colocada nas adaptações mais modernas do livro, é a busca pelo homem ideal. Talvez seja essa a razão principal para a obra literária, após duzentos anos, permanecer nas prateleiras das diversas gerações. Em 2008, o canal inglês ITV, e posteriormente exibida no Brasil pelo canal Film  Arts, lançou a minissérie Lost in Austen. Dividida em quatro partes, a série faz uma brincadeira com a trama Orgulho e Preconceito. Na história, Amanda (Jemima Rooper, de “As If) é uma jovem que vive nos dias atuais. Sonhadora e romântica, ela é fã incondicional da escritora. Mas seu mundo vira de cabeça para baixo quando, repentinamente, se vê presa dentro da obra “Orgulho e Preconceito”. Convivendo com os personagens, ela inicialmente chama a atenção do Sr. Bingley (Tom Bison), atrapalhando o romance entre ele e Jane (Morven Christie). Tentando fazer com que a história siga seu curso normal, ela se envolve cada vez mais na trama.

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Lost In Austen é um dos projetos mais famosos sobre as “janeites”, as fãs de Jane Austen. A série foi um sucesso e é lembrada até hoje.

Outro exemplo é o filme produzido pela conhecida Stephenie Meyer, Austenland. Tendo como lançamento o dia 15 de novembro deste ano, o filme conta a história de Jane Hayes. Como muitos outros filmes hollywoodianos, Jane não consegue encontrar um namorado, porque nenhum homem lhe parece à altura de seu grande ídolo: o Sr. Darcy, personagem criado por Jane Austen no romance Orgulho e Preconceito. Um dia, ela decide gastar todas as suas economias e voar ao Reino Unido, onde existe um resort especializado em acolher as mulheres apaixonadas pelas histórias de Austen. Lá, ela descobre que o homem dos seus sonhos pode se tornar uma realidade.

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Austenland foi um resgate das obras sobre as janeites. O livro inspirou um filme bem recebido pelos fãs e pela crítica.

Não há como negar o poder que o livro ainda possui. E para comprovar a força literária de Orgulho e Preconceito, em 2013, ocorrerá diversas comemorações ao redor do mundo para celebrar a publicação do livro. Na Inglaterra, acontecerão celebrações ao longo de todo o ano, organizadas principalmente pela JAS – Jane Austen Society. Nos Estados Unidos a JASA, Jane Austen Society of North America, fará um encontro nacional totalmente dedicado ao aniversário do livro. Já entre os meses de abril e maio, Singapura e Australia estarão realizando eventos singulares. As Sociedades da Itália e Holanda também estão organizando eventos. Além disso, blogs e grupos em vários países, como Portugal e Espanha, estão a todo vapor produzindo posts e encontros para celebrar o livro.

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Selos comemorativos do bicentenário de ‘Orgulho e Preconceito’

 

 

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Justamente no ano em que a obra mais famosa de Jane Austen completou 200 anos, foi anunciado que a autora foi escolhida para estampar as notas de dez libras a partir de 2014.

Aqui no Brasil, a JASBRA, Jane Austen Sociedade do Brasil, organizou o IV Encontro Nacional para comemorar o bicentenário do livro. Ocorreu entre os dias 24 a 26 de janeiro, próximo ao aniversário do livro, na cidade de Belo Horizonte. Entretanto, várias regionais da JASBRA farão encontros, ao longo do ano, para abordar temáticas do livro e discussão do mesmo.
Então se você é apaixonada pelos livros da Jane Austen, no caso, Orgulho e Preconceito, aproveite o espírito da celebração e embarque em uma imersão completa da trama. Alugue os filmes, baixe as séries, faça um fim de semana para discutir sobre o livro, as ideias feministas e, claro, os olhares irresistíveis do Mr. Darcy. Um ótimo exemplo de que isso dá super certo é o filme O clube de leitura de Jane Austen, em que um grupo de amigos resolvem criar o clube do livro “Sempre Austen o Tempo Todo”, dedicados aos livros da escritora, alegando que ela é perfeita para curar os males do mundo.

Para conhecer mais a autora e suas obras, clique aqui.

Por: Yasmin Chase

Conheça ‘Cinco motivos para ler': Jane Austen!

Conheça ‘Cinco motivos para ler': Jane Austen!

Um fascínio que ultrapassou os 200 anos: Jane Austen

Pelo menos uma vez na vida você já deve ter ouvido falar em “Orgulho e Preconceito”, “Persuasão”, “Razão e Sensibilidade”, entre outros clássicos. Jane Austen é uma das autoras mais geniais que já existiram e vem inspirando amores há mais de 200 anos. Se você nunca leu nenhum livro de Austen, prepare-se para quebrar paradigmas e romper todas as barreiras do preconceito literário. A partir de agora você terá no mínimo cinco motivos para conhecer a obra de Jane Austen.

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Jennifer Ehle e Colin Firth como Elizabeth Bennet e Mr. Darcy na adaptação mais famosa do livro “Orgulho e Preconceito”. A adaptação é uma série que foi produzida pela BBC em 1995.

Austen nasceu 16 de dezembro de 1775, em uma sociedade inglesa totalmente machista, e para se tornar escritora, teve que provar de diversas experiências e sacrifícios. É de suma importância ressaltar que Austen usou toda a atmosfera a sua volta para retratar a vida, principalmente da mulher inglesa, a sociedade da época e todo todo um contexto religioso, político e social em seus romances.Foi em 1795,  que após ter  tido sua primeira paixão,  Jane começou a escrever “Primeiras Impressões”, que foi rejeitado assim que ficou pronto. Determinada, revisou o livro e mudou o título para “Orgulho e Preconceito”, publicando com codinome de “A Lady”. Jane Austen desafiou a sociedade da época em um épico romance que contava a história de amor de Elizabeth Bennet e Mr. Darcy, mais precisamente , contava os desafios de um amor que atravessa os séculos.  Elizabeth Bennet, uma mulher extremamente inteligente e culta, pertencente a uma família sem muitas posses, numerosa e sem um herdeiro varão.  Elizabeth muitas vezes se provou mais sábia que suas irmãs, sua mãe, e até mesmo seu pai, por ser desinteressada materialmente e principalmente por não estar desesperada por casar-se.  Fitzwilliam Darcy, nosso famoso Mr. Darcy, um homem rico, de família nobre, orgulhoso, inteligente e…Apaixonante. Parece até clichê, não é mesmo? O homem rico, a mulher pobre, que se conheceram, se apaixonaram e viveram felizes para sempre. É nessa hora que todos se perguntam: Onde se encaixaria o  orgulho e o preconceito? E é aí, nesse exato momento, que Jane Austen excede as expectativas. Com  bom humor e uma ironia agradável, muitas vezes é disfarçada, de  forma perspicaz, a autora discorre em todo o livro. Lembram-se da história de amor? Essa mesma história fica evidente, mas não menos importante do que os retratos da época.

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Matthew MacFadyen e Keira Knightley na versão cinematográfica de “Orgulho e Preconceito”, de 2005. Essa adaptação é diferente das demais e é mais conhecida fora da Europa e do Reino Unido.

A mulher do século XIX precisava ser totalmente prendada para ser capaz de fazer um bom casamento – que como havia ressaltado antes, era a grande preocupação, não só da Sra. Bennet, mas de todas as mães desse tempo. Era preciso ler muito, costurar, pintar, falar fluentemente outras línguas (dando destaque ao latim e ao francês, que eram de grande predominância na época), dançar, ser agradável, ser bonita…Acredite, essa lista é grande. Para complicar, o pai da moçoila tinha que apresentar um poupudo dote, em dinheiro, propriedades ou títulos, para atrair um bom partido que se comprometesse a desposar sua filha. O dote era um investimento para algumas famílias, uma certeza de  aliança, mas para muitos era um prejuízo, porém sem um bom dote, uma dama não tinha muitas chances de realizar um bom casamento. Uma mulher solteira, não tinha valor nessa sociedade, era um estorvo.  Enfim, tais pressões sofridas pelas mulheres, foi perfeitamente retratado por Austen.  Para facilitar o entendimento, precisamos dizer só mais uma única coisa: se essa dama não tivesse filhos homens, quando seu marido morresse – quase sempre eles eram muito mais velhos que suas esposas –,  ela perderia seus bens e sua casa, que seria herdada por um  parente homem mais próximo da família de seu esposo. Não só em Orgulho e Preconceito é retratado isso, como também em Razão e Sensibilidade, que aliás é o precursor de todos os infortúnios das irmãs Dashwood.

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As irmãs Dashwood: (esq. para dir.) Emma Thompson, como Elinor; Emilie François, como a irmã mais nova, Margaret; Kate Winslet como Marianne. O filme, de 1995, ganhou diversos prêmios importantes do cinema, inclusive o Oscar de melhor roteiro adaptado. O filme ainda conta com Alan Rickman, como o icônico Coronel Brandon, e Hugh Grant, como Edward Ferrars.

E o homem nessa sociedade? Ah, ele só precisava casar-se. Não se pode afirmar que esse foi o grande motivo que levou Jane Austen a não se casar, afinal, ela foi pedida em casamento algumas vezes e também teve romances conhecidos, como é o caso de sua paixão por Mr. Tom Lefroy, mas tal afirmação é verídica em todos os aspectos que já foram citados, levaram-na a descrever em seus livros situações tão reais quanto as que ela vivenciava.

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Mr. Tom Lefroy. A primeira paixão de Jane Austen e a inspiração do personagem Mr. Darcy. O romance de Lefroy com Austen deu origem a um filme. “Razão e Inocência” (ou “Becoming Jane”) é estrelado por Anne Hathaway e James McAvoy.

Orgulho e Preconceito fez sucesso na época, mas não a deixou rica e é preciso enfatizar que Jane fez muito mais sucesso morta do que viva. Essa é uma triste realidade. Seus romances sucessores também arremataram grandes fãs, quando publicados, principalmente entre as mulheres. Aliás, não só quando lançado, até hoje esse sucesso se perpetua. Acredita-se que meninas, de diversas partes do mundo, conhecem Jane Austen a partir dos doze anos. Uma leitura leve,  mesmo sendo ácida em seus livros,  Austen usou de muito bom humor para descrever tanto as coisas ruins quantos as boas da época. Os costumes, as roupas, a educação, os bailes, as caminhadas, os grandes salões, todos esses estão perfeitamente vivos em suas páginas, ainda hoje, duzentos anos depois.

Outro motivo para conhecer a obra de Austen é o fascínio exercido por seus personagens, com destaque para Mr. Darcy, que arrebata fãs há duzentos anos, mesmo nos tempos atuais onde tantos consideram a gentileza e o cavalheirismo fora de moda, mesmo depois de luta a luta feminina por direitos iguais para as mulheres, Mr. Darcy permanece intocável no sonho e principalmente no imaginário  feminino.

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Matthew MacFadyen ou Colin Firth: qual é o seu preferido?

Todos os personagens das tramas escritas por Jane Austen são diferentes mas tem traços marcantes no caráter, todos os seus questionamentos, como em Persuasão, onde traça uma forte opinião sobre a futilidade e superficialidade da sociedade da época, a valorização da beleza, da posição social em detrimento ao amor, respeito e caráter. Jane é incisiva nos questionamentos propostos por suas personagens que aparentemente frágeis, demonstram muita força e determinação para vencer as desgraças, desilusões e obstáculos. Em contrapartida, os personagens masculinos, apesar de toda a força, o orgulho e postura de lords, também demonstram um lado humano, onde a ternura e paixão existem na mesma intensidade que a teimosia e o cumprimento dos deveres e obrigações impostas na sociedade da época. Embora o casamento tivesse um papel de contrato entre as famílias, ainda existia espaço para o amor, e a luta das pessoas que se amam para ficarem juntas é retratada em suas obras com toda maestria e inspiração.

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Duas famosas versões de Persuasão (esq. para a dir.):  Esta primeira é a versão de 1995, estrelada por Ciarán Hinds e Amanda Root. A versão de 2007, com os atores Rupert Penry-Jones e Sally Hawkins.

Se todos esses motivos não forem suficientes, temos ainda que ressaltar que Austen faz várias citações a outros autores, o que agrega ao leitor mais conhecimento da literatura da época e ainda faz um mergulho histórico com descrições das cidades onde se ambientam suas obras. Uma descrição detalhada e bucólica, até mesmo dos locais urbanos com o burburinho, as carruagens e paisagens, que fazem o leitor entrar na máquina do tempo e desembarcar há 200 anos com toda riqueza de detalhes.

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Emma é um dos livros que mais explora o universo luxuoso da sociedade de Jane Austen. O livro ganhou duas famosas adaptações: A adaptação cinematográfica, de 1996, com Gwyneth Paltrow e a série, com Romola Garai, de 2009.

Mesmo com todos esses motivos, ainda assim você estiver em dúvida, salientamos que na obra de Jane Austen não existem finais perfeitos, e sim finais possíveis. Toda história tem uma moral e uma razão de ser. E com um detalhe que não poderíamos deixar de citar que é o emprego adequado do idioma, da forma clássica, que com uma tradução adequada nos permite aprender muito do vocabulário e enriquecê-lo ainda mais. Por todos os motivos e razões enumeradas, recomendamos que os leitores conheçam a obra desta escritora fantástica, que com uma fórmula simples, vem encantando gerações. Suas obras já foram adaptadas para o cinema, teatro em peças e musicais, séries de Tv e a cada adaptação, o sucesso se repete. Vale a pena conhecer a obra de Jane Austen!

Nas listas de livros de Jane Austen, temos:

Orgulho e Preconceito – 1813
Razão e Sensibilidade – 1811
Mansfield Park – 1814
Emma – 1815
Persuasão – 1818
Abadia de Northanger Abbey – 1818
Lady Susan – possivelmente escrito em 1794, também só foi publicado postumamente.

Esses 3 últimos livros,  são obras póstumas, pois Austen morreu em 1817, quando só tinha 41 anos.

Vale a pena ler Jane Austen!

 

Por: ~A e ~M.

Livro “Persuasão” de Jane Austen: conheça o livro e as adaptações!

Livro “Persuasão” de Jane Austen: conheça o livro e as adaptações!

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Leitores Depressivos, obedecendo a uma ordem que eu mesma me impus, de alternar a leitura de livros clássicos e contemporâneos, entrei nessa nova aventura, uma porta que me conduziu há 200 anos atrás e não me senti perdida, ao contrário encontrei um tesouro!
Esse livro tem uma leitura suave, uma descrição apurada, porém ácida das pessoas e costumes da época, mas o que me chamou a atenção, foi a crítica à condição feminina em todos os aspectos. Austen poderia ser definida como uma ‘feminista’ da época, mas longe disto, ela respeita as diferenças, sem abrir mão da defesa dos direitos das mulheres. Seu discurso desta vez não trata apenas da condição humilhante das mulheres, que eram impedidas de herdar propriedades, pois o nome da família era passada ao herdeiro varão, bem como todos os bens e títulos e, no caso de só haverem mulheres na família, herdava um primo ou parente distante, desde que fosse homem e as mulheres eram abandonadas à própria sorte, só lhe restando a opção do casamento, tratado como contrato de negócios. O tema do casamento ‘arranjado’ era comum, porém, Austen deu voz ao desejo de todas as mulheres em seus livros e em Persuasão não foi diferente. Constatei ainda, que mesmo de maneira velada, a autora questiona o fato de uma mulher só poder laborar nos trabalhos de preceptora, para educar crianças ou como enfermeira, cuidando dos doentes, profissões estas, que um homem da época jamais exerceria. Outro questionamento, justamente pelo fato de uma mulher ter um luto tão prolongado, foram os costumes da época, que além de obrigar as mulheres a vestir o tradicional preto, bem como a permanecerem praticamente isoladas do mundo, não podendo frequentar os salões e as festas, enquanto os homens logo retornavam às suas rotinas e ao trabalho. Sendo, por isso, muito mais fácil para os homens reconstruirem as suas vidas, após uma viuvez ou término de relacionamento. As desigualdades entre homens e mulheres eram gritantes. Nesse contexto a história de Anne Elliot tem início. A personagem central da trama é uma mulher de 27 anos, fina, culta, em educada e de família nobre. Uma mulher de caráter que vive em um lar destruído pela vaidade e arrogância de um pai e uma irmã perdulários. A família de Anne está falida, porém recusando-se a diminuir os gastos, o que os obriga a mudarem-se para outra cidade, alugando a luxuosa mansão da família para a família de um almirante. Anne aparentemente é uma pessoa conformada com o seu destino, mas guarda um segredo: um amor do passado.

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Um amor perdido por sua fraqueza, por se deixar persuadir, por uma amiga da família que julgava que o seu pretendente não era digno e não possuía bens. Casamentos entre desiguais eram desaconselhados. Anne antes da mudança é obrigada a passar uns tempos com sua irmã caçula Mary, que mora nas proximidades e a partir daí, toda a sua vida muda completamente: Anne reencontra o grande amor se sua vida, o capitão Frederick Wentworth. A partir de então, a autora narra as idas e vindas, os obstáculos e principalmente até onde vai o orgulho frente a um amor tão intenso.

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Todos os acontecimentos levam Anne a crer que o capitão Wentworth não mais a ama, devido a frieza e altivez com que ele a trata. Às vezes o capitão a trata com desprezo e Anne entende que o feriu em seu orgulho de homem e que essa mágoa tornaria impossível uma reconciliação. Ao passo que, o capitão lhe desperta ciúmes cortejando outras jovens e demonstrando por atos e palavras, que a fraqueza de caráter e personalidade é o pior defeito que uma mulher pode ter, atingindo Anne como uma flecha no alvo. Mas um amor verdadeiro não se esquece facilmente e os acontecimentos deste livro mostram que o amor deixa marcas e quem ama é capaz de perdoar. Quanto mais os dois tentam se afastar, mais os seus caminhos se cruzam, até que Anne tem a oportunidade de assumir o seu amor, ser firme enfrentando a família e principalmente a melhor amiga de sua mãe, Lady Russel, que após a morte da mãe de Anne assumiu a sua educação e tinha grande influência sobre a família, sobretudo sobre a própria Anne. O Capitão por mais que tente, não consegue mais disfarçar o seu amor. E agora, o que Anne fará? Enfrentará a sua família, impondo a sua decisão ou sucumbirá novamente sendo persuadida? Todo o desenrolar da história, o desfecho dos personagens é digno de Jane Austen, tudo é fundamentado com extrema coerência, sem finais melosos ou tristes e inesperados. Para Jane Austen, uma história sempre tem uma moral. Destaque para os meus personagens preferidos, como Sir Walter, pai de Anne, extremamente vaidoso e superficial, com os comentários sobre as pessoas feias, pois feiura para ele era uma doença contagiosa. Outra personagem divertida é Mary, uma mulher frívola, interesseira e hipocondríaca, que sempre inventava doenças para chamar a atenção da família. Também gostei muito de Sir Elliot, o primo de Anne, um exemplo de que nada é o que parece, as pessoas dissimuladas são aquilo que queremos e de acordo com sua conveniência, agem sem escrúpulos visando apenas o seu próprio interesse. Mas a personagem central, é a minha predileta, uma mulher de aparência frágil e minguada, que tem uma força interior e caráter inabaláveis, as suas observações e inquietações, são na minha opinião a própria Jane. Anne nos mostra que até as pessoas bem intencionadas podem errar e causar sofrimento, mas que nunca é tarde para perdoar e ser perdoado.

Das adaptações:

O livro foi adaptado nos anos de 1995 e 2007, sendo a última adaptação da BBC de Londres, a mais conhecida.
Confira a sinopse:

“De família aristocrática, porém em dificuldades financeiras, Anne é levada a romper seu compromisso com um jovem por ele não ter família rica nem posição social. Mais tarde, reencontra o mesmo rapaz numa situação financeira e nível social melhores. Mas ele agora se relaciona com uma família na qual Anne se tornou parente também.”

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Assisti a adaptação do livro, de 2007, porém apesar do filme ser bom, não faz jus à obra. É um pouco fraco, pois suprime fatos e personagens importantes na trama, o que faz o público não entender os acontecimentos, pois Austen tem uma cronologia no livro que se não for respeitada faz o filme perder o objetivo.

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No filme, Anne, interpretada pela atriz Sally Hawkins, é uma mulher patética de tão fraca, sem personalidade, cheguei a ficar com raiva dela e no livro o personagem é completamente diferente. O grata surpresa é o personagem do Capitão Wentworth, interpretado pelo ator  Rupert Penry-Jones, que realmente incorporou o personagem conforme o livro.
Recomendo o livro e espero que façam uma adaptação digna para o cinema, como ocorreu em ‘Orgulho e Preconceito’, ‘Emma’ e ‘Razão e Sensibilidade’. Mas apesar de tudo, a adaptação da série é razoável.
Vale a pena ler Jane Austen!

Por ~M